A semana dos Bancos Centrais

Esta semana foi reservada para declarações das cabeças dos principais Bancos Centrais do Mundo. Presidentes do Banco de Inglaterra, Banco Central Europeu, Reserva Federal Americana e do Banco do Japão fizeram declarações oficiais sobre o estado da economia e as suas perspectivas para o futuro.

EUA

A começar pelos EUA, o Presidente Powell apresentou as suas declarações ao Congresso. A parte mais relevante do seu discurso foi sem duvida a afirmação que a inflação vai durar mais do que anteriormente esperavam, possivelmente até meados de 2022. Isto deve-se a grandes constrangimentos causados na cadeia logística, que têm vindo a aumentar nos últimos meses o que por sua vez gera uma inflação nos preços finais dos produtos e serviços.

Reino Unido

O homólogo do Reino Unido, o Governador Andrew Bailey disse na quarta-feira passada que espera uma recuperação a níveis pré-pandemia por Agosto de 2022. Esta data prevista é um pouco mais demorada do que anteriormente dito pelo Governador Bailey, o que demonstra um abrandamento na economia Inglesa. Tal como Powell, Bailey ostra-se também preocupado com a subida da inflação e os problemas na cadeia logística.

Europa

Por outro lado, a Presidente do BCE não se mostra preocupada com a inflação. Em contraste com os EUA o BCE recusa-se a adiantar qualquer mudança nas suas politicas monetárias. Consideram esta subida perfeitamente normal devido ao desconfinamento e problemas na cadeia de logística, mas esperam que a inflação regularize em inicio de 2022.

Japão

No espectro oposto encontra-se o Japão, com pouca probabilidades de ter que lidar com uma subida da taxa de inflação, que actualmente se encontra abaixo do alvo de 2%. Esperam que a economia volte aos niveis de consumo de 2019 já no inicio de 2022, mostrando-se também dispostos a manter uma politica bastante acomodativa independentemente do próximo Governo.

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