Actualização Bancos Centrais 15 Abril 2022

Canadá

Em Fevereiro passado a inflação no Canadá atingiu um valor recorde dos últimos 30 anos, 5.7%. Esta constante pressão da inflação, que mês após mês se manteve acima das previsões, obrigou o Banco do Canadá a subir a sua taxa de juro diretora em 0.5%.

A taxa de juro diretora encontra-se agora nos 1%. Decidiram também começar uma redução gradual do seu balanço patrimonial. Ambas as decisões parcialmente esperadas pela maior parte dos investidores.

O Banco do Canadá diz estar pronto a combater fortemente a inflação, acreditam que actualmente é a maior ameaça económica, especialmente se for mais que passageira.

Nova Zelândia

O RBNZ, Banco Central da Nova Zelândia aparenta acompanhar as recentes decisões do Banco do Canadá. Subiu 0.5% a sua taxa de juro diretora, um incremento que há mais de 20 anos que não era visto.

Com uma taxa de juro diretora actualmente nos 1.5% de forma a combater a inflação mais agressivamente, também irá auxiliar numa maior flexibilidade no futuro.

O conflito na Ucrânia é um forte motivador, algo que irá causar um aumento de preço generalizado, e o RBNZ acredita que ao tomar decisões mais agressivas irá possibilitar uma postura mais relaxada no futuro.

Europa

No que conta ao combate da inflação, o Banco Central Europeu está um pouco atrasado. Apesar de a actual inflação se encontrar nos 7.5%, quase 4 vezes mais que o alvo do BCE, apenas vieram confirmar os seus planos em finalizar o seu programa de estímulos no terceiro trimestre de 2022.

O discurso da postura flexível mantém-se. A Presidente Lagarde insiste em manter uma postura de esperar e ver, o que coloca o BCE como um dos bancos mais cautelosos do Mundo.

Sendo o continente mais afectado com o conflito na Ucrânia, muito provavelmente levou o BCE a esta postura mais cautelosa. Acreditam que a economia ainda necessita de algum suporte e tentará encontrar um certo equilíbrio na sua política monetária.

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