Bancos Centrais e decisões.

A Reserva Federal dos Estados Unidos da América anunciou o início de corte de certos estímulos monetários em vigor. Apesar de este corte anunciado ser algo minúsculo tendo em conta a magnitude dos estímulos actuais, muitos investidores viram esta decisão com receio.

Por consequência da pandemia que afectou a economia global muitas fraquezas ainda persistem, mesmo passado mais de um ano. Para auxiliar a economia os bancos centrais mundiais decidiram inundar o mercado com dinheiro barato para incentivar consumo e estimular a economia.

Agora estão perante um problema, quando e a que ritmo retirar estes estímulos? Para isso tentam medir-se através de um conjunto de indicadores, sendo a taxa de inflação e a taxa de desemprego os parâmetros que mais atenção obtém. Na semana passada foram revelados dados de desemprego ligeiramente pior do que esperado, como resultado, os investidores respiraram de alívio porque isso significaria que uma redução dos estímulos estaria mais longe.

Mas não há como evitar, a subida da taxa de inflação e a melhoria, apesar de gradual, da taxa de desemprego vai inevitavelmente levar a uma redução dos programas de estímulo dos bancos centrais.

Daí a importância das próximas reuniões dos bancos centrais, especialmente dos EUA e da Europa. Actualmente, espera-se que na próxima reunião do BCE a realizar-se nesta quinta-feira, a estratégia actual se mantenha inalterada, devido a resultados mistos, países da União Europeia a entrar em confinamento, outros a sair, torna uma decisão algo mais complexo.

Por outro lado, a Reserva Federal pode ser obrigada a tomar acção mais cedo do que esperado. Com uma subida da inflação a tornar-se cada vez mais real aliada à pressão actual de uma subida de salários pode levar a uma inflação mais prolongada do que esperado. Isto irá sem dúvida colocar pressão sobre a Reserva Federal para abrandar e reduzir os estímulos monetários de uma maneira mais intensa ao longo deste ano.

O recuo iniciado pela Reserva Federal é apenas uma ínfima parte do apoio total injectado na economia e o BCE ainda nem considerou iniciar remover esses apoios económicos. Eventualmente terão que o fazer, o obstáculo é fazer tal redução de forma atempada e adequada.

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