Como começar a investir? Primeiros passos

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Em regra geral, a maioria das pessoas afasta-se de investir porque desconhece o básico de como começar a investir. E o melhor investimento que pode fazer é investir em si e no conhecimento.

Para iniciar o primeiro empreendimento em regra geral tem que se organizar as finanças pessoais, algo que se pode dividir em 3 passos.

1º Criar e gerir um orçamento

Se queremos atingir objectivos financeiros temos de conhecer e controlar os nossos gastos. Para o fazer criamos um orçamento. Assim, o orçamento vai ser a ferramenta financeira com a qual registamos o valor ganho no mês e ao qual subtraímos o valor das despesas no mesmo período. Estas despesas podem-se ainda categorizar como despesas necessárias, onde consideramos por exemplo movimentos como o pagamento de rendas, seguros, alimentação e despesas discricionárias como entretenimento, jantar fora, viajar, etc…

A forma de poder elaborar um orçamento passa pelo registo de todos os movimentos de rendimento e gastos. Numa rápida pesquisa no Google facilmente encontramos vários modelos de Excel com tabelas pré-criadas ou mesmo aplicações para smartphone.

Este registo permite-nos uma melhor consciência do uso do dinheiro, onde o objectivo final será uma melhor ponderação sobre os gastos. Ao fazê-lo com um objectivo financeiro em mente conseguirá analisar certos gastos e avalia-los se de facto são uma necessidade ou não e começar a tratar cada Euro como um investimento.

2º Saldar dividas

Depois de criar e gerir um orçamento, a prioridade deve ser começar a saldar qualquer divida ainda por pagar. Obviamente isto vai depender dos juros, onde as dividas com o maior juro a pagar devem ter prioridade para serem saldadas. Assumindo que são juros acima de 4 ou 5%, saldar esse empréstimo é o melhor investimento que se pode fazer.

Concluída a fase inicial de planeamento, a prioridade torna-se agora saldar todas as dívidas. Considerando a influência dos juros, o método ideal seria começar por saldar as dívidas que têm afecta a maior taxa de juro. Este será o nosso primeiro investimento: saldar os empréstimos.

Há ainda algumas excepções, como o crédito habitação cujo horizonte temporal alcança dezenas de anos, e como já referido nestes nestes artigos de educação financeira, o ideal é começar a investir o mais cedo possível, de forma a rentabilizar capital ao longo do tempo.

3º Criar um fundo de emergência

Investimentos financeiros têm os seus prós e contras. Se é verdade que investir bem traz mais valias, também é verdade que para o fazer tem que assumir algum risco, tanto de exposição como temporal. Uma das melhores formas de diminuir o risco será assumir uma postura preventiva e criar um fundo de emergência. O propósito do fundo será o de criar reservas para gastos inesperados, como uma despesa médica, uma reparação do carro, sem ter de recorrer aos activos investidos e sobretudo sem criar nova dívida.

Em tom de sugestão aconselharíamos acumular um fundo de pelo menos 6 meses de rendimento salarial num depósito a prazo. Desta forma o dinheiro seria facilmente acessível e ainda associado a um pequeno rendimento com os juros do depósito.

Conclusão

Tempo é dinheiro, o melhor a fazer para preparar o futuro é não adiar. Devemos criar um compromisso próprio para motivar a disciplina financeira. O estabelecimento de um plano orçamental é essencial e permite-nos controlar a execução dos nossos objectivos. Inicialmente devemos fazer a divisão do valor mensal em: despesas necessárias, fundo de emergência/poupança, e por fim os investimentos.

A percentagem da divisão é variável, tendo em conta o valor inicial e sobretudo o valor das despesas necessárias/fixas, porém o ideal é destinar pelo menos 20% do rendimento mensal em poupanças/Investimentos. Quanto aos outros 80% acaba por ser algo discricionário, dependendo de pessoa para pessoa

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