O que são obrigações?

Obrigações são empréstimos feitos para grandes organizações. Quando há necessidade destas entidades se financiarem, e devido ao enorme valor necessário, é emitida divida em forma de obrigações para se poderem financiar através de várias origens. Ao investir numa obrigação, estamos a comprar parte da dívida emitida por uma entidade, logo tornamo-nos um obrigacionista. São em regra geral um produto financeiro relativamente seguro e com uma rentabilidade algo mais apelativa do que depósitos a prazo.

Podem ser emitidas por:

  • Governos – frequentemente são consideradas virtualmente livres de risco, isto porque, em teoria, um governo pode sempre taxar mais os seus constituintes para cumprir as suas obrigações.
  • Empresas – que são consideradas ligeiramente mais arriscadas, mas em contrapartida oferecem uma maior remuneração.

Existem também obrigações de juro alto, mais comummente conhecidas por obrigações lixo, junk bonds, por estarem associadas a empresas ou governos onde poderá haver uma maior probabilidade de incumprimento.

Para avaliar uma obrigação temos em conta um conjunto de características base.

  • Valor nominal – o valor a que a obrigação é inicialmente emitida. E ao possuir uma obrigação, temos direito a que nos seja pago um juro designado de cupão.
  • Cupão – juro que nos é pago por parte do emissor de divida. É-nos pago anualmente até a obrigação atingir a data de maturidade.
  • Data de maturidade – quando o prazo da obrigação chega ao seu fim. Atingida a maturidade é-nos reembolsado o valor inicialmente investido.

Como exemplo, imaginemos que investimos 1000€ em obrigações, onde é inicialmente definido a taxa de juro fixa, ou cupão, de 5%, e o prazo do empréstimo é de 10 anos, mais conhecido por maturidade da obrigação. Anualmente, durante 10 anos, vamos acumular o juro de 5% (50€). Quando a obrigação atingir a maturidade vamos receber o valor investido mais os juros acumulados neste período de 10 anos o que faria no total 1500€, os 1000€ de valor inicial mais os 500€ de juros acumulados.

As vantagens:

A maior parte das obrigações, dependendo das condições, garantem o capital inicialmente investido, o que torna as obrigações um investimento relativamente seguro. Existe também a escolha entre uma taxa de juro fixa ou variável, apesar da variável poder também pertencer ao grupo das desvantagens porque a taxa de juro pode descer e alterar os rendimentos previstos.

Possibilidade de se vender a um maior preço e lucrar com a diferença. Também em caso de da falência de uma empresa, os obrigacionistas são pagos antes dos accionistas.

Desvantagens:

Como referimos se escolher taxa de juro variável, o cupão pode diminuir, logo receber menos em juros ao longo do prazo estipulado. Oferecem uma rentabilidade relativamente baixa.

Embora sejam pagos em primeiro lugar, estamos a falar de compra de dívida: as empresas ou governos num cenário de insolvência podem não ter liquidez para pagar as suas obrigações.

Para quem são?

Provavelmente são instrumentos financeiros mais indicados para investidores que procuram diversificar o seu portefólio, com activos de risco mais baixo. Da mesma forma, são também indicados para indivíduos com objectivos monetários a longo termo, como por exemplo alguém que procure criar um fundo para a reforma.

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