Resumo Bancos Centrais – 7 Out 22

Europa

Na passada quinta-feira foram reveladas as atas da reunião do BCE de Setembro. Mostram que de facto a actual política monetária será para manter. Uma grande parte dos seus membro votou a favor da subida de 0.75%, uma subida histórica. Ou seja, é fortemente esperado que se irá ver mais subidas da sua taxa de juro de referência.

A inflação continua em grande foco para os membros do BCE, o que significa que a este ritmo a economia irá sem duvida sofrer consequências, levando a uma possível recessão.

Austrália

O Banco Central da Austrália decidiu subir de taxa de juro de referência, mas inesperadamente, abaixo do esperado, ao contrário da maior parte dos bancos centrais à volta do globo. Era esperado uma subida de 0.50% mas anunciaram uma subida de apenas 0.25%.

Uma possíveis das razões para tal decisão é a pressão política que se tem vindo fazer sentir devido ás consequências económicas das subidas de juro.

Nova Zelândia

Também o Banco da Nova Zelândia luta com a inflação vendo-se obrigada a fazer outra subida de 0.50% para os actuais 3.50%. Os membros do banco central, em declarações, afirmaram que o controlo da inflação é sem dúvida o foco principal desta política monetária. Mencionara também que chegará pelo menos até aos 4%, mas que poderá chegar aos 4.5% se as pressões inflacionarias se manterem.

Canadá

Apesar de não ter feito subidas da sua taxa de juro de referência, o Governador do Banco do Canadá mencionou que a probabilidade de mais subidas estão dentro dos planos. A inflação, como na maior parte do mundo, continua a ser uma grande ameaça económica.

Com o valor actualmente nos 3.25%, é esperado que chegará pelos menos aos 4% este ano, e em 2023 perto dos 4.5% segundo algumas previsões.

EUA

Alguns membros do FOMC vieram reforçar que a política monetária é para manter. Preveem que até ao fim de 2023 a tua taxa de juro de referência irá atingir o pico de 4.6% e que a inflação ainda está muito longe de atingir os valores ideais.

Também têm como plano a redução do seu balanço patrimonial para retirar capital do mercado e auxiliar na redução da inflação.

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