Resumo BCE – 8 Setembro 2022

Christine Lagarde anunciou uma subida recorde de 75 pontos base. Era esperado pela maior parte dos investidores que davam uma probabilidade de 70% para uma subida desta magnitude.

Com a inflação a atingir níveis recorde e sem fortes sinais de abrandamento levou o BCE a dar prioridade ao combate da inflação, mesmo com o recente declínio económico. O principal medo dos membros do BCE é que a inflação se torne enraizada tornando assim a inflação ainda mais difícil de parar.

Graças a esta subida, actualmente a taxa de juro de referência encontra-se nos 0.75%. Lagarde deu a entender que devido à revisão pessimista da inflação, esta postura hawkish irá ser para manter num futuro próximo.

Esta decisão irá aumentar os custos de empréstimos e obrigações, o que irá provavelmente prejudicar mais países periféricos e endividados. Infelizmente para o BCE, como eles próprios afirmaram, uma das principais causas da inflação é a subida dos preços da energia, algo que pouco ou nada será afectado directamente com esta subida da taxa de juro de referência.

Falta ainda uma maior explicação sobre a ferramenta de anti-fragmentação do BCE para apoiar os países mais endividados como Portugal, Espanha e Itália, o que provavelmente irá ser necessário num futuro próximo.

Apesar de manterem uma postura hawkish o BCE prefere não ditar um alvo claro das suas políticas, e reforçam que a evolução e dados económicos vão ditar algumas das futuras decisões do BCE.

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