Resumo da semana 11-15 Julho 2022

EUA

A primeira parte da semana passada foi algo negativo para os mercados bolsistas, no entanto os principais índices conseguiram recuperar parte dessas perdas, acabando a semana apenas com ligeiras perdas.

Para não variar, a expectativas dos dados da inflação foram um dos motivadores para o sentimento negativo. Parcialmente aliviados graças a uma boa performance de algumas gigantes tecnologicas do mercado bolsistas.

Apesar disto, indicadores do sentimento de consumidor mostra que houve uma melhoria nas expectativas dos mesmo e com uma melhor expectativa da sua situação financeira. É de notar que uma subida da taxa de juro de referência maior do que esperada, acima dos 0.75% seria algo prejudiciar para este sentimento, aumentando os medos da recessão.

Europa

Os medos de recessão crescem na Europa com a ameaça da Rússia cortar o fornecimento de gás à Europa. A Rússia fechou o Nord Steam 1 para manutenção até sexta-feira, no entanto alguns membros do Governo Alemão mostram-se preocupados que possam abrir com uma capacidade ainda menor como forma de retaliação. Isto depois de já ter cortado em 40% da capacidade.

O euro atingiu a paridade com o dolar, algo que não acontecia há 20 anos. Isto implica maiores custos para a Europa sempre que necessitar de importar produtos. Irá fazer-se notar no que toca a contratos de petróleo, que por norma são transacionados em dolares americanos.

A Itália enfrenta outra crise politica, o Primeiro Ministro Mario Draghi demitiu-se depois de um boicote a uma proposta. O Presidente italiano Sergio Mattarella rejeitou a sua demissão e Mario Draghi irá agora tentar formar uma nova maioria.

Ásia

Os mercados japoneses voltaram a valores positivos, com o Governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda a reforçar a intenção em manter uma politica monetária pronta a suportar a economia. A coligação no poder consolidou a sua influência depois destas eleições e o Primeiro Ministro Kishida anunciou a vontade de voltar a utilizar energia nuclear para reduzir as preocupações de uma possivel escassez energética.

A China apresentou alguns dados económicos menos bons. O PIB de Junho mostra uma desaceleração no crescimento do país, uma possível consequência dos longos confinamentos a que algumas regiões foram sujeitas.

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