Resumo da semana 13-17 Junho 2022

EUA

Depois de uma semana com alguns ganhos, os principais índices bolsistas voltaram a território negativo. A incerteza económica está em destaque com o crescente medo dos investidores de que a economia poderá entrar em recessão.

Um dos principais estimulantes foi a reunião da Reserva Federal. Há quase 30 anos que não havia uma subida da taxa de juro diretora tão agressiva. Alguns investidores esperavam uma subida de 0.50%, mas devido à subida da inflação, a Reserva Federal viu-se obrigada a subir 0.75%. Apesar de Jerome Powell dar garantias que não se iria repetir no próximo mês, muitos investidores veem agora isso como uma forte possibilidade se a economia continuar por este caminho.

A subida da taxa de juro diretora já começa a ter impacto no mercado imobiliário. Com descidas em alguns indicadores imobilários a revelar uma menor procura e construção de casas. Outros indicadores como dados desemprego e vendas de varejo a desiludirem os investidores.

Europa

Apesar de não ter uma reunião marcada, o BCE decidiu organizar uma reunião de emergência com os Ministros das Finanças da zona Euro devido à possibilidade de uma nova crise de dívida. Isto depois de alguns países como Portugal, Grécia e Itália verem os custos da sua dívida crescerem acentuadamente. Anunciaram que iriam introduzir mecanismos para prevenir este tipo de subidas, mas não especificaram o mecanismo nem valores concretos.

O Reino Unido continua a aumentar a sua taxa de juro diretora, pela quinta vez. Actualmente encontra-se nos 1.25%. Alguns membros do Banco de Inglaterra votaram numa subida de 0.50%, algo que poderá acontecer tendo em conta a revisão da inflação para 11% em Outubro. Outra revisão feita foi do crescimento, onde é esperado uma contração económica para este segundo trimestre.

Ásia

Os principais índices Japoneses tiveram uma forte queda esta semana. Não pelas fracas condições económicas Japonesas, mas sim pela decisão da Reserva Federal que geraram algum medo nos investidores. O Banco do Japão continua com uma política monetária bastante dovish, mantendo a sua taxa de juro diretora negativa e com planos e fazer mais algumas injecções de capital para auxiliar a economia.

Na China as coisas parecem estar mais positivas. O crescimento no mês de Maio e a redução de número de casos de COVID-19 melhoraram a visão dos investidores do mercado Chinês. Com a redução de casos os confinamentos também reduziram, permitindo assim muitas empresas voltarem a níveis anteriores de produção.

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