Resumo da semana 14-18 Dezembro 2020

EUA

As expectativas crescentes da possibilidade de ser aprovado um pacote de ajuda à economia americana elevou o sentimento positivo dos investidores, com índices a atingir novos máximos. Este pacote de 908 mil milhões de dólares irá apoiar tanto pessoas como negócios privados, mas de forma a chegar a esse acordo, ambos Republicanos e Democratas, tiveram que deixar certos pontos chave da sua política fora da negociação.

Houve muita actividade nos mercados bolsistas, com empresas tecnológicas como a Apple e Microsoft a serem os maiores impulsionadores desta subida.  Também houve muitas transacções motivadas pelo facto de a Tesla ser incluída no S&P500, o que levou muitos fundos a reequilibrar as suas carteiras.

A economia continua a mostrar sinais de fraqueza, com um aumento ligeiro no número de desempregados, e uma diminuição do consumo esperado. Infelizmente, as consequências da pandemia estão e continuamos a ver o número de infectados diários a subir e a registar records, tanto no número de infectados como no de mortos.

Europa

Como sempre, os temas relevantes continuam a ser o Brexit e o COVID-19.

Apesar da bolsa europeia ter acabado a semana na positiva, a sua economia continua a ser flagelada pelo COVID-19, com bastantes países a aumentar as suas restrições, e certamente a criar tendência para que os restantes sigam o mesmo caminho. Quanto ao Brexit o impasse mantém-se. Com a data limite a aproximar-se, sem dúvida que alguma decisão terá de ser tomada, seja para acordo ou falta dele. Há ainda uma terceira possibilidade, mais remota: outro adiamento, para evitar um Brexit sem acordo e um mercado de exportações completamente desorganizado e sem credibilidade.

Ásia

O Japão regista uma tendência de subida no seu número de infectados, bem como o número de internamentos. Devido a esta deterioração no controlo da pandemia, o governo japonês viu-se obrigado a interromper o seu programa de incentivo ao turismo interno. Apesar disto, reviu em positivo o crescimento da sua economia para 2021.

Na China continua uma preocupação com as consequências das restrições que os EUA impuseram em algumas das suas empresas cotadas em bolsa por alegadas ligações ás forças militares chinesas. Contudo, a procura por bens chineses continua em alta, e aparentemente uma das primeiras na corrida para recuperar do ano 2020.

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