Resumo da semana – 14 a 18 Nov 2022

EUA

Os índices americanos ficaram num espécie de impasse, apenas registando uma pequena desvalorização. Esta falta de direção pode indicar algum tipo de avaliação das futuras decisões da Reserva Federal.

Os indicadores da inflação desta semana mostram de facto algum abrandamento da inflação. Alguns analistas já começam a especular uma mudança de politíca monetária, apesar de, realisticamente falando, ser algo bastante improvável nos próximos meses. Um dos membros da FOMC disse recentemente que a taxa de juro de referência terá um valor terminal de pelo menos 5% e poderá chegar aos 7% caso seja necessário.

Europa

Na Europa até foram registados alguns ganhos nos índices europeus. De certa forma inesperado depois de Christine Lagarde ter dito que as taxas de juro de referência ainda vão precisar de mais subidas para controlar a inflação.

O novo Ministro das Finanças do Reino Unido revelou o seu novo plano económico. Entre outros, com cortes na despesa e aumento de impostos. Uma tentativa de manter a despesa do Governo sob controlo, especialmente com os juros em trajectória ascendente, os empréstimos obrigacionistas vão pesar no orçamento do Governo do Reino Unido.

A inflação no Reino Unido continua a subir, atingindo no mês de Outubro 11.1%. Maior contribuinte para este aumento foram a subida de preços de energia e de bens alimentares.

Ásia

A economia japonesa contraiu no terceiro trimestre do ano, pesando no sentimento dos investidores. A prejudicar o apetite ao risco, a inflação já começa a dar alguns sinais no Japão. Os custos energéticos e alimentares começam a subir, ultrapassando as estimativas do Banco do Japão, mas para já mantém a sua politica altamente acomodativa para a economia com a sua taxa de juro em valores negativos.

Os dados económicos chineses estão a mostrar o impacto que a politica zero-COVID teve na economia chinesa. Dados de consumo mostraram um declinio razoável neste ano, aliado aos problemas ainda existentes no sector imobilário forçou o governo a implementar algumas medidas para auxiliar o pagamento de dívididas. No entanto, ultimamente a China tem vindo a relaxar a sua política zero-COVID, algo que poderá auxiliar a economia chinesa a recuperar algum terreno perdido nos próximos meses.

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