Resumo da semana 16-20 Novembro 2020

EUA

Para os índices, esta semana acabou algo negativa para o S&P500, e nula para o Nasdaq e Dow Jones. Isto aconteceu muito provavelmente graças a duas notícias que se anularam uma à outra. A boa notícia é que outras farmacêuticas apresentaram bons resultados para as suas vacinas, e por outro lado, o número de infectados pelo COVID-19 não para de aumentar, tendo o EUA atingido um novo máximo de 195 mil infectados em apenas um dia.

Em função do contexto actual, a OPEC decide um adiamento do aumento na produção planeada para Janeiro. O objectivo passa por evitar o excesso de oferta de combustíveis e, consequentemente, uma queda dos preços. Tiram partido desta decisão as empresas de energia que continuam a conseguir algum crescimento na Bolsa. 

No âmbito demográfico os indicadores da pandemia não são os melhores, continuando a registar-se recordes máximos de contágio, hospitais em capacidade completamente lotada e Estados a optar por medidas severas de confinamento para tentar controlar os contágios.

Aliadas a estas preocupantes tendências o Governo dos EUA sofre com atrasos institucionais no reconhecimento da derrota pela parte do Presidente Trump (oficialmente ainda não reconheceu a vitória de Biden) e com a aparente falta de vontade dos Republicanos para chegar ao entendimento no Senado de forma a aprovar os estímulos necessários à economia. Destaque para um dos episódios que o comprova com as declarações contrárias entre Steven Mnuchin, Secretário do Tesouro nomeado pelos republicanos, a recusar a ideia de estender os programas de emergência de empréstimos da Reserva Federal justificando que a economia Americana já estará forte o suficiente para conseguir crescer sem estas ferramentas de apoio, e a intervenção, pouco habitual, da Reserva Federal prontamente desmentir admitindo uma fragilidade global e profunda da economia, classificando de imprudente a avaliação republicana.

Europa

A pandemia começa a mostrar sinais de abrandamento, e alguns países estão a estudar muito atentamente a evolução dos números para decidirem os próximos passos a seguir, bem como a necessidade de extensão ou evolução das medidas de confinamento ou um relaxamento. Terão que ser rapidamente adoptadas medidas para salvar a atividade comercial e restauração.

Na estratégia macro, alimentada pelas decisões centrais da União Europeia para o seu conjunto de países, prevalece a manutenção dos estímulos, mas também aqui, nesta posição mais central do globo, as questões Institucionais abrandam aquilo que parece ser de evidência geral.

Num primeiro estrato temos o bloqueio dos estímulos com votos da Hungria e da Polónia, sob pena destas “almofadas de apoio” não serem distribuídas a países que quebrem o Estado de Direito; e em outro nível temos ainda a negociação do Brexit num impasse provocado pelo contágio de um dos membros do grupo de negociação. As sessões de negociação serão retomadas em formato remoto.

Quanto aos índices bolsistas, algo similar acontece, como a maior parte das vezes os índices europeus têm uma tendência a seguir os indíces americanos, o mesmo aconteceu, com um fim de semana muito similar ao início, sem grandes mexidas.

Ásia

A Ásia continua com as previsões esperadas, mantêm as melhorias económicas, bons resultados bolsistas que se reflectem tanto na China como no Japão. Uma nota sobre o Japão que regista um bom crescimento do PIB e das exportações, infelizmente parece estar a chegar uma terceira vaga da pandemia.

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