Resumo da semana 19-23 Outubro 2020

O aproximar das eleições presidenciais nos EUA tem conferido uma dinâmica mais neutra aos mercados. A incerteza relativa aos novos estímulos fiscais e o (des)controlo da pandemia com os casos de COVID-19 a baterem records de dia para dia são fatores preponderantes a demarcar este contexto de incerteza e a alimentar esta atitude do esperar para ver. 

Em contraste, foi aprovado pela FDA, organização americana que regula e aprova novos medicamentos e tratamentos, o uso de remdesivir para tratamento de casos de COVID-19. Este avanço pode aliviar a pressão nos serviços hospitalares.

Há ainda sinais de melhoria no mercado imobiliário, com o aumento de vendas de novas casas e no mercado de trabalho, a diminuição dos pedidos de ajuda para o desemprego e consequente diminuição da taxa de desemprego. 

A pandemia obriga-nos a dedicar-lhe um paragrafo especial para referir que continua a ter efeitos dramáticos tanto na Europa como nos EUA. Na Europa tem havido um aumento geral de medidas restritivas: Na Irlanda foi adoptada uma quarentena total com duração de 6 semanas; Itália e Bélgica impõe recolher obrigatório e o fecho de cinemas e salas de espectáculos, e um pouco por toda a Europa tem sido esta a direcção, limitar as áreas de lazer e desmotivar ajuntamentos. Nos EUA as medidas são tomadas consoante os estados, mas mesmo assim é notória uma diferença abismal por comparação à Europa. As restrições são muito tímidas e ainda assim geram manifestações e não há especial cuidado no controlo da vida social.

Assim torna-se evidente que o BCE e a Reserva Federal continuarão a ser os grandes pilares de sustentação destas economias.

Pelo lado do sol nascente espera-se que o Banco do Japão faça a revisão das suas expectativas para um PIB e inflação menor do que esperado, com uma queda de exportações e redução de despesa das empresas.

A China, apesar de uma retracção bolsista, reportou a expansão da sua economia no seu terceiro trimestre. Além deste, há vários indicadores que mostram que a economia chinesa está a ganhar terreno.

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