Resumo da semana 2-6 Novembro 2020

Nesta semana observamos um comportamento atípico no mercado bolsista.
Tendencialmente os mercados “esperam” por resultados, e assim sendo o comportamento esperado seria uma semana mais neutra e estagnada aguardando os resultados das eleições presidenciais americanas.
Curiosamente aconteceu o contrário, face à expectativa sobre a eleição do próximo presidente dos EUA, observou-se nos índices bolsistas americanos uma das maiores subidas semanais desde Abril.

Esta semana houve também lugar à reunião da Reserva Federal, mas não houve comunicação de novas medidas fiscais, para já tudo se mantém. Foram discutidos alguns indicadores macroeconómicos e certamente tomou-se em consideração a contínua descida da taxa de desemprego, que apesar de tudo não constitui a premissa de que a economia esteja em recuperação. A Reserva Federal acredita que a pandemia vai continuar a ter efeitos colossais na economia e continuam dispostos a usar as suas ferramentas disponíveis ou aumentar as atuais, de forma a atenuar esses mesmos efeitos.

Na Europa o mercado acionista subiu, de certa forma a seguir o mesmo caminho dos índices americanos. Mais por simpatia, porque economicamente, a pandemia expande-se para níveis cada vez mais difíceis de gerir, onde vários países implementaram recolher obrigatório por longos períodos de tempo. Isto levou o Banco da Inglaterra a aumentar o seu programa de compra de obrigações, numa tentativa de estimular a economia através de uma injecção de dinheiro.

O mercado asiático já numa fase mais avançada de controlo e prevenção desta pandemia continua a registar subidas, embora pouco significativas, e que são resultado das boas demonstrações de resultados das empresas japonesas. Também da China esta semana saíram dados melhores que expectativa, melhorando a visão da economia chinesa.

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