Resumo da semana 22-26 Novembro 2021

EUA

A meio desta semana foram apresentados bons dados de desemprego nos Estados Unidos da América, infelizmente foram largamente ignorados. O foco desta semana foi na descoberta de uma nova variante do COVID-19, a variante Omicron. Descoberta na África do Sul e avaliada como mais contagiosa, levou os mercados a caírem onde os três principais índices bolsistas caíram abruptamente no final da semana. No entanto ainda é desconhecido se esta variante é de facto mais perigosa do que as anteriores.

O Presidente Biden anunciou a escolha de renomear Jerome Powell para Presidente da Reserva Federal. Algo esperado e com novas pressões inflacionarias poderá levar Powell a adiantar as mudanças nas suas medidas monetárias. Biden anunciou também a injecção de petroleo, de reserva dos EUA, nos mercados de forma a tentar aliviar os preços. Infelizmente não obteve o efeito desejado, levou os preços a subir muito provavelmente à expectativa que a OPEC irá simplesmente diminuir a produção de petroleo para contrariar esta decisão dos EUA.

Europa

O medo causado pela nova variante aparenta ser maior na Europa. Para além das típicas consequências económicas muitos países viram-se obrigados a limitar ou controlar a maior parte das entradas na sua região, tornando medidas como confinamento e testes obrigatórios.

A actividade económica teve uma aceleração em Novembro graças a um aumento de consumo. Porém esta nova variante levou a muitos países não só controlarem as suas fronteiras mas também a aplicarem medidas restritivas a vários tipos de eventos e estabelecimentos, o que poderá levar a uma diminuição de consumo.

Ásia

O Japão parece estar a sofrer em “segunda-mão” porque apesar de não apresentar grandes contra-partidas económicas ou sociais, a sua dependência na exportação parece estar a criar dificuldades. Para além de ter levado o mercado bolsista a fortes quedas, trouxe também uma desvalorização à sua moeda, o yen.

Foi uma semana tensa na China. As relações entre o EUA e a China estão a levar a alguma preocupação devido à contenção no tema do estado de Tawain. A esta tensão é adicionada problemas no sector imobiliário, desta vez vindos do Kaisa Group, outra gigante imobiliária que se encontra em dificuldades em pagar as suas dividas, sendo apenas salvas pelo período de graça para o pagamento das mesmas.

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