Resumo da semana – 24 a 28 Out 2022

EUA

Fortes subidas foram registadas nos principais índices americanos impulsionados pelo sector industrial e da energia que se começam a destacar em comparação a acções de crescimento. Esse crescimento tem ainda maior destaque em comparação à má performance de alguns gigantes tecnológicos como a Amazon ou a Meta, que teve uma semana particularmente má.

Muitos investidores têm esperança de um abrandamento da política monetária da Reserva Federal, similar ao abrandamento do Banco do Canadá. Isto, em conjunto com alguns dados económicos desta semana, podem tornar a decisão da Reserva Federal mais dificil.

Mas continuamos a acreditar que apesar de isto tudo, enquanto uma descida significativa não se reflectir na economia, não veremos grandes mudanças na postura da Reserva Federal.

Europa

Os indices bolsistas europeus seguiram o mesmo caminho, com subidas e as obrigações europeias a verem alguma melhoria e calma. Também ancorados na esperança de que o Banco Central Europeu irá repensar a sua estratégia à medida que aparecem mais sinais de recessão.

Algo que também consideramos altamente improvavél. Tendo em conta o anterior discurso e decisão de Christine Lagarde, Presidente do BCE, terão de haver mais subidas da sua taxa de juro de referência para controlar a inflação, que consideram ser a maior ameaça à economia.

No Reino Unido a eleição d Rishi Sunak como o novo Primeiro Ministro parece ter sido bem recebido. Os investidores aparentam ter uma maior confiança no discernimento do novo PM.

Ásia

Depois de ver alguma desvalorização que se estava a tornar preocupante para o Banco do Japão, o yen viu o seu valor aumentar face a outras moedas no fim da semana. Apesar de não o admitir, muitos acreditam que foi uma intervenção mais musculada por parte do Banco do Japão. Também decidiu manter a sua taxa de juro inalterada nos -0.10% de forma a incentiver o crescimento económico dado que actualmente, a inflação não se encontra na lista de prioridades do Japão.

Como consequência da sua política na luta contra o COVID-19 sentimento parece estar bastante negativo na China. O facto de poucos casos serem o suficiente para impor medidas de confinamento para cidades inteiras está a afectar a indústria chinesa. Alguns dados económicos revelam que a economia chinesa se mantém forte, no entanto está a dar sinais de alguma abrandamento, o que preocupa alguns investidores.

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