Resumo da semana 26-30 outubro 2020

Depois de várias semanas de debate aceso entre Republicanos e Democratas finalmente chegaram a uma conclusão: Não fazer absolutamente nada até depois das eleições.

Com esta suspensão dos estímulos fiscais atrasam-se os apoios tanto a grandes empresas como ao cidadão comum, o que reflete evidentemente uma última semana de terreno negativo para a maioria dos índices bolsistas chegando a haver correções na ordem dos 10%.

Contraditoriamente os EUA apresentaram bons dados económicos. Entre eles destacam-se uma melhoria significativa no PIB do 3º trimestre e uma ligeira descida dos pedidos de subsídio de desemprego, apesar do número ainda se fixar em valores históricos, mais concretamente a rondar os 8 milhões.

As recentes e animadoras expectativas em relação ao desenvolvimento de algumas vacinas acabam por ficar abafadas, numa agenda política americana que se tem construído à base de ataques na (má gestão) da pandemia no âmbito da saúde nacional e nos destinos e estratégias para a economia.

O mercado Europeu não foge muito à realidade anterior. Uma semana com uma grande descida nos mercados originada pelas estratégias de confinamento adoptadas em quase todas as capitais europeias. Denota-se um pensamento generalizado de que estas novas medidas nos conduzam a uma nova recessão, mas com consequências piores pois ataca uma Europa já bastante fragilizada.

Dando continuidade ao seu princípio solidário o BCE anuncia manter o programa monetário intacto com particular enfoque na evolução das economias e ajustando os apoios conforme o desempenho global dos vários centros económicos.

Na Ásia o panorama geral mantém-se. Apesar do Japão mostrar bons indicadores macroeconómicos, avista-se uma ligeira deflação por efeitos da pandemia. A China continua a mostrar bom crescimento económico muito por culpa de um mercado extremamente orientado para a indústria que vem ganhando maior volume pela produção de componentes electrónicos.

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