Resumo da semana 26-30 Setembro 2022

EUA

Os mercados voltaram ao negativo pela terceira semana negativa. A Reserva Federal não deu indicações que irá abrandar a sua política monetária, portanto muitos investidores começam a acreditar que uma mudança de postura por parte da Reserva Federal é muito improvável nos próximos meses.

Esta semana não foi particularmente tumultuosa, mas alguns dados mostraram que o desemprego ainda não é problema para a economia americana. Apesar de ser bom, isto serve de indicação para a Reserva Federal que a economia ainda aguenta mais subida da sua taxa de juro de referência.

Alguns dados mostram também que no mercado imobiliário algumas taxas de hipotecas chegam aos 7%. Este valor por eventualmente levar a uma redução da compra de casas no futuro próximo.

Europa

Os principais índices voltaram a cair também na Europa. Para além da inflação e de alguns sinais de abrandamento económico, uma das principais razões para a aversão ao risco dos investidores foram algumas decisões vindas do Reino Unido.

Depois de alguma volatilidade nos mercados, as obrigações do Reino Unido acabaram com os seus juros mais altos. Esta subida foi causada pela preocupação do anúncio de algumas medidas do governo da Inglaterra que levariam a um aumento de empréstimos do governo.

Em resposta também à queda da libra, o Banco de Inglaterra anunciou uma possível subida considerável da sua taxa de juro de referência para tentar tornar a libra mais apetecível aos olhos dos investidores.

Ásia

O ambiente económico global voltou a pesar nos mercados japoneses, voltando a registar quedas. O Banco do Japão mostrou-se disposto a executar algum tipo de intervenção caso seja necessário de forma a assegurar a normalização dos mercados cambiais. Registou, no entanto, alguns bons dados económicos, superando expectativas.

Um movimento similar foi visto na China. Graças a um abrandamento do consumo mundial, tanto a economia chinesa como a sua moeda, o yuan estão a sofrer. O Banco Popular da China decidiu fazer algumas mudanças nas suas exigencias aos bancos da China de forma a tentar reduzir a volatilidade e desvalorização do yuan.

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