Resumo da semana 29-2 Agosto/Setembro 2022

EUA

Depois de um período de correção nos mercados accionistas, a tendência descendente aparenta ter voltado ao mercado. Para a desilusão de muitos investidores, os últimos comentários do Jerome Powell, o Presidente da Reserva Federal, foram bastante hawkish, mantendo a posição de que a taxa de juro de referência dos EUA é para continuar a subir.

Umas das dinâmicas mais diferentes da actualidade é o facto de boas noticias serem consideradas más para o mercado. Como por exemplo, os últimos bons dados de desemprego, que tem mostrado uma forte resiliência nos EUA. O problema destes dados é que dá indicação à Reserva Federal que a economia se mantém forte o suficiente para suportar mais subidas da taxa de juro de referência.

Com bons dados económicos e a inflação sem dar sinais certos de que está de facto a diminuir, é bastante provável que a Reserva Federal irá manter uma postura hawkish, pelo menos até ao fim deste ano 2022.

Europa

O Banco Central Europeu, comparando com outros bancos centrais, está um pouco atrasado nas suas medidas, mas a sua nova postura mais hawkish parece estar a preocupar alguns investidores com futuras subidas mais agressivas da taxa de juro de referência.

O combate à inflação tem cada vez maior destaque na Europa, onde já deixou de ser transitória e passa a ser algo a combater depois de ter atingido 9.1% em Agosto. Cada vez mais membros do BCE apelam a subida mais agressiva, onde agora a possibilidade de subida de 0.75% encontra-se perto dos 70% segundo alguns analistas.

Outra preocupação Europeia é o mais recente corte do Nordstream 1 por parte da Rússia. Desta vez por alegadas fugas de óleo. Durante as últimas semanas a União Europeia tem avindo a acumular reservas de gás, chegando pouco acima dos 80% na última semana, o que segundo alguns analistas seria suficiente, em teoria, para suportar o Inverno.

Infelizmente para os consumidores, o mercado ja assumiu o pior, causando fortes subidas de preço, algo que muito provavelmente irá diminuir o consumo e por consequencia abrandar a economia Europeia.

Ásia

A postura hawkish da Reserva Federal reduziu o apetite ao risco de muitos investidores japoneses, levando a uma queda de alguns indices japoneses. A divergencia de posturas entre a Reserva Federal e o Banco do Japão levou a uma desvalorização do yen, o que apesar de ser positivo para exportações, já não o é para as importações. No combate ao COVID-19, apesar do número de casos ainda se manterem ligeiramente altos, começaram a reduzir controlos graças a uma das maiores taxas de vacinação do mundo.

China continua a enfrentar problemas com o COVID-19. Foram detetados alguns casos de COVID-19 o que obrigou a fortes confinamentos em várias cidades da China. No que conta ao conflito regulatório entre a China e EUA, um acordo aparenta estar á vista e irá haver uma maior abertura por parte da regulação chinesa para auditorias de entidades regulatórias americanas.

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