Resumo da semana 3-7 Janeiro 2022

EUA

As minutas da FOMC foram sem dúvida o ponto alto da semana. A revelação de que os seus membros acreditam numa postura mais agressiva na sua politica monetária levou a correcções nos mercados bolsistas. Em parte esta postura mais agressiva é motivada pelo combate à inflação.

As minutas mostraram que os membros da FOMC estão dispostos a adiantar a data de subida da taxa de juro de referencia, possivelmente tão cedo como Março. Outro debate inesperado foi da possibilidade de começarem também a reduzir os activos em sua posse, para desta forma reduzir o dinheiro em circulação e combater a inflação que está bem acima do alvo da FOMC.

Estas informações vieram sem dúvida afectar o sentimento do mercado, criando uma desvalorização em empresas tecnológicas e de crescimento, empresas estas que beneficiam bastante de baixas taxas de juro.

Europa

As bolsas Europeias seguiram o mesmo caminho, mas de notar que o impacto foi menor. No entanto, na Europa a maior ameaça económica é actualmente o COVID-19. A nova variante Omicron, devido à sua capacidade de transmissibilidade causou números de infecção diários recorde em vários países Europeus. Infelizmente, levou a uma abrandamento um abrandamento económico, em particular no sector de serviços.

De relembrar, que apesar de não ser o foco esta semana, a alta taxa de inflação continua a ser um problema na Europa, o que pode levar a alguma acção futura por parte do Banco Central Europeu.

Ásia

O Japão continua o seu combate à pandemia, mas tenta implementar medidas mais tímidas para reduzir o impacto económico. Isto tem beneficiado a economia Japonesa, em particular a produção que tem visto melhorias, apesar de serem algo compactas. Deve-se ao gradual aumento dos preços de matérias primas, que tem atrasado as melhorias económicas.

Como já todos devem saber, a maior ameaça económica na China é o seu sector imobiliario. A Evergrande continua com uma enorme quantidade de dívida e com a necessidade de adiar o pagamento de algumas. Não só a Evergrande como todo sector se encontra com grande problemas em cumprir os seus deveres obrigacionistas, causados pela queda de preços de casas.

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