Resumo da semana 30-4 Dezembro 2020

EUA

Pela segunda vez consecutiva, os índices bolsistas apresentaram ganhos significativos, atingindo até, novos recordes.

Entre as maiores subidas mais significativas estão as empresas de energia, que sofreram influências da oficialização da decisão da OPEC. Nesta reunião os maiores produtores de petróleo concordaram em atrasar o aumento de produção de 2021, de forma a controlar o preço do petróleo.

Outro dos factores que influenciaram e deram esperança aos mercados foram os sinais do Senado Americano. Parece estar cada vez mais perto um acordo para novo estímulo fiscal, apesar dos detalhes financeiros ainda estarem por determinar.

Enquanto isso, o Presidente da Reserva Federal voltou a reforçar publicamente a importância dos programas de empréstimos e a necessidade de mais estímulos económicos.

Europa

Os mercados bolsistas europeus espelharam os americanos, porém de forma mais contida. Os esforços para combater a pandemia são maiores. Vários indicadores económicos foram piores que o esperado, o que leva os investidores a acreditar que o BCE, muito provavelmente, irá anunciar novos estímulos.  

Além disso, a Comissão Europeia está pronta para resolver o mais recente impasse em que a solução passa por excluir a Polónia e Hungria do fundo de emergência, caso os dois países continuem a bloquear a aprovação dos fundos.

As negociações do Brexit continuam a arrastar-se, sem surpresa para ninguém. O maior ponto de debate mantém-se nos direitos de pesca, onde será debatido novamente no encontro de líderes europeus. No entanto, a França ameaça vetar o acordo na possibilidade de estes direitos não estarem em linha com os interesses franceses.

Apesar dos problemas de política interna e externa o Reino Unido parece estar a adiantar-se ao resto da Europa anunciando a vacinação já a partir do dia 07 de Dezembro, graças a aprovação do uso de emergência da vacina da Pfizer e BioNTech. Ainda na Europa não temos um padrão comportamental no que toca ao confinamento. Se por um lado temos países a aliviar as medidas de confinamento, outros como Itália continuam com um controlo intenso sobre as atividades de comercio e a circulação na via pública. 

Ásia

O Japão enfrenta uma pequena perturbação política. Em discussão está a possibilidade de eleições antecipadas motivadas por uma opinião pública que põe em causa o combate e gestão da pandemia por parte do governo do Primeiro Ministro Yoshihide Suga.

A China, apesar da boa performance bolsista, tem um problema pela frente: as restrições impostas pelos EUA. Em causa estão políticas de condicionamento ao investimento em empresas chinesas ligadas ao Governo. Como consequência algumas empresas chinesas sentiram as suas acções cair significativamente.

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