Resumo da semana – 31 Out a 4 Nov 2022

EUA

Fortemente ancorados na decisão da Reserva Federal, muitos investidores viram os seus desejos caídos por terra. Muitos tinham esperança numa mudança de política monetária, para uma mais dovish, ou de pelo menos um abrandamento da subida da taxa de juro de referência.

Powell disse que considera bastante prematuro uma pausa na subida de rates e foi revista a estimativa taxa de juro terminal para valores acima do estimado em Setembro.

Começa-se a ver algumas consequências do abrandamento económico tão desejado pela Reserva Federal. Alguns gigantes tecnológicos como a Twitter já começaram despedimentos e a Amazon congelou novas contratações no futuro próximo. Aliado a maus resultados de algumas gigantes tecnológicas veio trazer um sentimento de aversão ao risco, causando uma queda nos principais índices americanos.

Europa

Inesperadamente os principais índices europeus voltaram a ver ganhos pela terceira semana consecutiva.

Inesperado devido ás condições económicas actuais. A inflação continua a aumentar, tanto na Europa como no Reino Unido e alguns gigantes europeus como a Alemanha começam a indicações de algum abrandamento económico. Possivelmente a esperança reside no BCE e no abrandamento da sua política monetária, algo inteiramente possível, mas que não irá mudar a actual conjetura económica.

O Reino Unido voltou a subir a sua taxa de juro de referência em 0.75% para um total de 3% actual. O Governador Bailey referiu que a actual preocupação do banco central é a inflação e que os investidores podem esperar mais subidas. Mencionou também o facto de esperarem uma recessão que possa durar cerca de dois anos.

Ásia

O Governador Kuroda fez algumas declarações de bastante relevo. Pela primeira vez mostram-se mais abertos a uma mudança na sua política monetária. Dá sinais de uma maior abertura para fazer alterações caso a inflação continue a subir e exceda muito claramente o alvo de 2% anual. Também viu a sua economia a mostrar algumas melhorias com dados de consumo e exportações em tendência ascendente.

Houve uma subida do mercado accionista chinês graças à possibilidade de uma alteração da política de combate ao COVID-19. Outro elemento positivo foi a melhoria da disputa entre a China e os EUA com vários inspetores contabilísticos a visitar várias empresas em Hong Kong.

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