Resumo da semana 4-8 Julho 2022

EUA

A passada semana terminou de forma razoavelmente boa para os mercados bolsistas, conseguindo recuperar uma boa parte das perdas da semana prévia. A grande razão é ao optimismo de que será possível combater a inflação sem grandes consequências económicas.

Isto porque alguns dados revelaram uma forte melhoria no mercado de trabalho, um dos principais indicadores a que a Reserva Federal está atenta. Isto indica, pelo menos por enquanto, que a economia é capaz de aguentar as acentuadas subidas da taxa de juro de referência que a Reserva Federal tem feito.

Com estes dados torna cada vez mais provável a probabilidade de outra subida acentuada da taxa de juro de referência. Espera-se que na próxima reunião subam em 0.50 ou 0.75%.

Europa

Depois de várias semanas de perdas, os índices bolsistas Europeus viram alguns ganhos, apesar de relativamente pequenos. O menor apetite ao risco vem de uma variedade de factores, como as continuas restrições ainda existentes na China e a possibilidade de uma recessão que poderá ser agravada pelo conflito geopolítico.

As minutas do Banco Central Europeu mostram que os seus membros consideram um aumento mais acentuada da sua taxa de juro de referência em Setembro. Relembram que os riscos de uma inflação mais permanente são relativamente piores do que um aumento mais agressivo.

O Reino Unido enfrenta actualmente uma crise política depois de um anúncio de demissão por parte do Primeiro Ministro Boris Johnson. Isto depois de uma serie de escândalos e a demissão de cerca de 50 ministros do seu gabinete.

Ásia

A maior noticia do Japão foi, infelizmente, o assassinato do antigo Primeiro
Ministro do Japão, Shinzo Abe. O que mais tempo se manteve no cargo e os princípios
da sua política ainda hoje se mantêm. Economicamente, o Japão mantém uma política
expansionista, com a sua taxa de juro de referência baixa e com vários apoios no
fortalecimento de várias empresas

Na China apesar de haver o levantamento de algumas restrições, devido à sua política de tolerância zero, muitas províncias são obrigadas a manterem-se confinadas. No entanto, isto não impediu de alguns sectores apresentarem uma melhoria económica, o que levou o Banco Popular da China a reduzir o capital injectado na economia, levando a crer que não acreditam ser necessário graças a previsões de continua melhoria económica.

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