Resumo da semana 7-11 Dezembro 2020

EUA

O início da semana trouxe aos mercados novos máximos, contudo, acabaram a semana no negativo. Sem dúvida que o grande motivador da subida dos mercados bolsistas foram as notícias do uso da vacina da Pfizer/BioNTech no Reino Unido, e a aprovação para uso de emergência nos EUA. Contudo, este sentimento rapidamente se veio a desmoronar, principalmente nos EUA, onde o Dia de Acção de Graças casou uma grande movimentação de pessoas dentro do país o que levou a um aumento do número de infecções.

Para piorar a situação, o governo Americano continua sem chegar a uma decisão e ainda não foi aprovado o pacote de estímulos e ajudas. Recentemente ambos líderes, tanto dos Democratas como dos Republicanos, vieram insinuar publicamente que existe a possibilidade de só ser aprovado algum estímulo apenas depois do Natal. Este pacote de ajuda é bastante necessário, especialmente numa semana onde foi registado um aumento no número de desempregados.

Europa

Igualmente, os mercados Europeus sofreram um pouco, mas com um maior foco no Brexit, em que apesar de ter sido traçado uma data limite, sem surpresas, essa data foi estendida por falta de um consenso. Tanto Ursula von der Leyen como Boris Johnson exprimiram publicamente que há uma maior possibilidade do Brexit se concretizar sem acordo do que com acordo.

A situação Europeia deteriorou-se ainda mais. Muitos países Europeus enfrentam uma segunda vaga do COVID-19 em sua plena força, onde a maior parte dos países se viram obrigados a aumentar e estender as suas medidas de quarentena, e alguns deles até ponderar medidas mais restritivas.

Num ponto mais positivo, a União Europeia finalmente aprova um orçamento historicamente grande, depois de por fim conseguir ultrapassar o obstáculo dos votos contra da Hungria e da Polónia. O BCE também aproveitou para aumentar as suas medidas fiscais existentes em 500 mil milhões e proporcionar acesso a empréstimos extremamente baratos aos bancos até 2022.

Ásia

No Japão a pandemia está a revelar-se através de novos máximos de infectados diários consecutivos. Isto obrigou o Japão a impôr medidas mais restritivas de confinamento, o que por sua vez irá causar alguns danos na economia japonesa. E nessa linha o Primeiro Ministro Yoshihide Suga anunciou um terceiro pacote de estímulos para várias áreas, na esperança de conseguir estimular de alguma forma a economia.

A China encontra-se numa situação delicada, sendo as sanções por parte do governo Americano o maior problema que enfrentam. Principalmente quando esta semana o S&P500 e o Dow Jones anunciaram que irão retirar 21 empresas chinesas dos seus índices.

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