Resumo da semana 7-11 Junho 2021

EUA

Depois de algumas semanas com pequenas correcções, os índices finalmente parecem estar a ganhar alguma força no caminho ascendente, principalmente o S&P500 que atingiu novos máximos esta passada semana. Graças à diminuição dos medos inflacionários, que aparentam estar contidos, mas não eliminados, e um possivel acordo bi-partidário para um novo pacote de investimentos em infra-estruturas públicas parece ter incentivado os investidores.

Ironicamente, os planos entre lideres mundiais para aumentar a taxa de imposto a grandes empresas para um valor mínimo numa escala global, de forma a evitar fugas a pagamentos de impostos para paraísos fiscais, parece ter sido de alguma forma ignorado. Talvez por se encontrar numa fase ainda muito embrionária retira alguma dessa preocupação futura.

Europa

As bolsas Europeias seguem a mesma rota ascendente, muito impulsionadas pela promessa do BCE de manter as suas politicas altamente acomodativas. Com a ajuda da descida das taxas de juros das obrigações graças à promessa do BCE em manter o seu programa de compra de obrigações acrescentou ainda mais segurança para os investidores de que o BCE não se mostra preocupado com possíveis subidas da inflação.

No Reino Unido, onde o plano de desconfinamento estava bem encaminhado, está a enfrentar problemas com a nova variante Delta do COVID-19. Esta variante sendo bastante mais infecciosa está a aumentar fortemente o número de casos e de hospitalizados o que levou o Reino Unido a adiar a data de desconfinamento total em pelo menos duas a três semanas. Paralelamente Joe Haldane, do Banco de Inglaterra, avisa dos possíveis efeitos graves da taxa da inflação, que se não for controlada de forma rápida pode causar a uma subida descontrolada se não agirem prontamente.

Ásia

O mercado bolsista Japonês não encontrou grande motivos para se direccionar numa direcção especifica. Contudo o estado de emergência de algumas prefeituras foi levantado, e o número de infectados diários tem vindo a diminuir gradualmente, o que dá algum animo para o futuro próximo do Japão. O governo Japonês, no mês de Maio, não reforçou o seu programa de compra de ETF’s pela primeira vez desde de 2013. Esta acção pode ser uma pequena indicação de uma tentativa de redução do programa de estímulos do governo Japonês.

O surgimento de surtos em algumas partes da China e a subida da inflação aumentou os níveis de preocupação dos investidores, que por si levou a uma pequena correcção nos mercados Chineses.

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