Resumo da semana – 7 a 11 Nov 22

EUA

Fortes ganhos foram visto nos mercados accionistas americanos, com as chamadas empresas de crescimento a serem as mais beneficiadas. Sem dúvida o factor que impulsionou este movimento foram os dados da inflação.

Os dados da inflação subiram, no entanto o motivo de alegria foi o facto de ter sido uma subida menos agressiva, dando a enteder que a inflação pode estar a abrandar. Muitos analistas começaram a falar da possibilidade de ter sido atingido o pico da inflação, apesar de ser bastante duvidoso. Serão necessários mais dados similares para confirmar esta tese.

Também depositam esperanças de haver uma mudança na política monetária da Reserva Federal, outra coisa altamente improvável. Alguns membros mencionaram a maior probabilidade de uma descida menor e de estarem perto de atingir a taxa de juro de referência terminal.

Na terça-feira foi dia de eleições do Congresso, estando até agora apenas decidido o Senado, que se mantém nas mãos dos Democratas.

Europa

O sentimento de apetite ao risco espalhou-se para a Europa, também pelas mesmas razões.

Mas é de referir que a situação económica europeia se mantém. A inflação continua em valores historicamente altos, e os dados recentes de alguns paises europeus como o PIB desiludiram mantendo-se bastante fracos.

Com o Governador do Banco de Inglaterra a anunciar a forte possibilidade de mais subidas da sua taxa de juro de referência e as previsões da Comissão Europeia, a recessão no Reino Unido e na zona Euro é quase uma questão de tempo.

Ásia

A expectativa de uma postura mais dovish por parte da Reserva Federal também se fez sentir no Japão com os principais indices a obterem alguns ganhos. Para já o Banco do Japão não se mostra muito preocupado com a inflação, mantendo uma postura dovish, mas com um maior foco na desvalorização do yen, que acreditam ser o maior problema económico de momento.

As notícias de um maior suporte ao sector imobiliario auxiliou a melhorar o sentimento dos investidores na China. Também a ajudar este sentimento é uma ligeira redução das medidas restritivas no que toca a viagens, destaque-se a palavra ligeira. Estas restrições estão a ter impacto no consumo, tanto interno como externo, o que leva a uma redução de procura, e pela primeira vez em quase 2 anos houve uma redução do preço de produtores em Outubro.

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