Resumo da semana 9-13 Maio

EUA

Mais uma semana de quedas para os principais índices accionistas nos EUA. A falta de confiança dos investidores na evolução positiva da economia também se está a alastrar para as criptomoedas, com o mercado cripto a sofrer de grandes desvalorizações.

A inflação, que voltou a mostrar outra subida nos dados desta semana, está a denegrir a confiança de que a Reserva Federal será capaz de controlar esta subida. Outro dado de relevo foi a subida no preço de serviços de consumo, algo que revela que a inflação, que estava fortemente concentrada nos preços na cadeia de abastecimento e energia, está a transborda para além disso.

Aliado ao facto das medidas anti-COVID-19 Chinesas estarem a causar problemas na produção Mundial e os constrangimentos resultantes do conflito geopolítico, a confiança dos investidores diminui cada vez mais à medida que nos aproximamos de um mercado bear. Um mercado com tendência descendente que pode levar a uma recessão.

Europa

Apesar do contexto económico actual, alguns índices Europeus conseguiram recuperar algumas das perdas das últimas semanas. A tensão geopolítica na Europa continua a aumentar especialmente com o pedido de adesão à NATO por parte da Finlândia e da Suécia. Com esta decisão a Rússia ameaça retaliação como forma de reprovação desta decisão.

A guerra de sanções também continua. A Europa está a planear tornar-se independente de energia da Rússia, seja de gás e de petróleo. Como retaliação, a Rússia ameaça cortar as linhas de gás para alguns países Europeus.

Christine Lagarde, Presidente do BCE, anunciou que irão finalizar o seu programa de compra de activos no inicio do terceiro trimestre, e que pouco tempo depois poderão iniciar a subida da sua taxa de juro diretora. Isto é um dos primeiros sinais da vontade por parte da Presidente do BCE de uma mudança na sua política monetária.

Ásia

O mercado Japonês também sofreu algumas perdas na sua bolsa. Para contradizer esta aversão ao risco dos investidores, o Governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, veio reforçar publicamente a promessa que este apoio económico irá manter-se enquanto for necessário.

A China continua a confrontar-se com o COVID-19. As fortes medidas de combate à pandemia estão a causar sérios problemas na produção do país. No entanto, a organização nacional responsável pela regulação de activos, veio publicamente anunciar a sua vontade em criar uma maior abertura para investimento institucional e uma ligação com a bolsa de Hong Kong, algo que agradou os investidores.

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