Resumo da semana 9-13 Novembro 2020

Inicia-se esta semana com o anúncio do resultado das eleições presidenciais americanas, Joe Biden é eleito o 46º Presidente dos Estados Unidos da América. Sem surpresas, o actual presidente, Donald Trump, continua a recusar-se em aceitar a derrota. Apesar desta recusa, a bolsa americana reagiu de forma positiva. Principalmente, porque poucos dias depois do resultado ter sido anunciado, a farmacêutica Pfizer anunciou uma vacina em fase de testes que mostra uma eficácia de 90% na prevenção de infecção, algo que elevou os mercados.

Infelizmente este positivismo pode ser de pouca dura, especialmente tendo em conta o número de casos diários nos EUA. Esta semana os EUA viram número de infectados diários constantemente superiores a 100 mil, e como consequencia vários hospitais começam a dar sinal de se aproximarem do seu limite de capacidade.

Na Europa aconteceu algo similar no mercado accionista, onde vimos uma subida graças ás boas notícias sobre uma possível vacina ainda na fase de testes.

Os casos de covid-19 na Europa não param de aumentar, agora que a segunda vaga da pandemia está a todo vapor. Temos países como a França, Alemanha e Portugal a aumentarem e estenderem medidas de confinamento para tentar de alguma forma evitar que os seus serviços de saúde cheguem a um ponto crítico.

No simpósio anual do BCE, a Presidente Lagarde aproveitou para insinuar que um aumento do programa PEPP estaria em cima da mesa, especialmente depois de observarem a propagação desta segunda vaga da pandemia.

No Japão, várias empresas reviram as suas previsões para o fim de ano pela positiva. No entanto, o Primeiro Ministro japonês Yoshihide Suga pediu ao seu gabinete para elaborar o plano de um terceiro pacote de estímulos com o intuito de atrair investimento. Vários economistas chamam atenção para o perigo de aumentar ainda mais a divida, que já é o dobro do tamanho da economia japonesa.

Pelos lados da China, a bolsa sofreu uma pequena queda, em parte devido á administração Trump proibir, através de uma ordem executiva, que qualquer empresa americana invista em empresas chinesas que tenham ligação ao exército chinês. 

Visite o Disclaimer para mais informações.