Resumo dos Bancos Centrais 17 Dezembro 2021

EUA

O Presidente Powell depois de passar uma boa parte do ano a tentar convencer os investidores de uma inflação passageira, finalmente decide mudar o rumo. Inicialmente com uma redução da compra de activos que acabariam em Junho, mas nesta passada reunião decide acelerar essa redução.

Essa decisão levará a que a compra de activos por parte da Reserva Federal acabe um par de meses antes, em Março. A abrupta subida de preços “obrigou” também a uma postura ainda mais hawkish. Para adicionar a essa redução, decidiram também anunciar que irá manter a taxa de juro central intocada em 2021, mas irá subir pelo menos três vezes no próximo ano 2022.

Uma primeira subida irá muito provavelmente acontecer pouco depois que programa de activos seja finalizado.

Europa

Na Europa o discurso foi mais comedido, ainda a manter a ideia que esta subida da inflação é apenas passageira. No entanto anunciou que o seu programa de activos irá ser reduzido também, mas de uma maneira mais flexível. Para segundo a Presidente Lagarde, ser possível adaptar essa redução de acordo com a evolução económica.

Sem surpresas, reafirmou que em 2022, a probabilidade de haver qualquer subida da taxa de juro central é muito baixa, portanto seria altamente improvável.

Reino Unido

O Banco de Inglaterra surpreendeu muitos investidores ao anunciar uma subida da sua taxa de juro central. Surpreendeu porque devido à nova e mais contagiante variante do COVID-19, a Omicron, muitos investidores tinham descartado uma subida em Dezembro, mas a forte subida da inflação teve um maior peso na decisão.

Apesar da pandemia, é de relembrar que nos últimos meses a economia do Reino Unido tem mostrado bons sinais de recuperação, mas esta subida por tornar essa recuperação mais difícil.

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