Destaques dos Mercados e Economia – 3 de novembro de 2026
Principais destaques do dia 03 Novembro 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados.
Global
- China: A nova iniciativa das autoridades chinesas para estabilizar o mercado acionista teve um impacto limitado, com as bolsas a permanecerem próximas dos mínimos de um ano. O CSI 300 acumula uma queda de 13% desde janeiro, num dos piores desempenhos entre os principais mercados bolsistas mundiais. Após a maior descida mensal da última década em outubro, impulsionada pela correção das empresas ligadas à inteligência artificial, o índice recuou mais 0,2% na terça-feira, refletindo as dificuldades das medidas de estímulo em recuperar a confiança dos investidores.
- Europa: As bolsas europeias encerraram em queda, pressionadas pelas dúvidas quanto à possibilidade de um acordo de paz no Médio Oriente e pela prudência dos investidores antes das eleições intercalares norte-americanas. A divulgação de resultados empresariais também condicionou a negociação, num contexto de elevada atenção aos desenvolvimentos políticos e geopolíticos.
- América do Norte: O Nasdaq encerrou em alta, beneficiando da recuperação das grandes empresas ligadas à inteligência artificial, numa sessão marcada pela expectativa em torno dos resultados das eleições intercalares nos Estados Unidos. Em contrapartida, o principal índice bolsista canadiano recuou, penalizado pelo setor tecnológico, particularmente pela queda das ações da Shopify após a apresentação dos resultados trimestrais.
Política
- Estados Unidos: Os norte-americanos foram às urnas para as eleições intercalares que poderão redefinir o equilíbrio de forças no Congresso durante a segunda metade do mandato do presidente Donald Trump. As sondagens e os analistas independentes apontam para uma possível conquista da Câmara dos Representantes pelos democratas, enquanto o controlo do Senado permanece incerto, com cerca de dez disputas estaduais particularmente renhidas, sobretudo em territórios tradicionalmente republicanos. O contexto histórico também desfavorece o partido presidencial, que perdeu representação no Congresso em praticamente todas as eleições intercalares desde a Segunda Guerra Mundial, com apenas duas exceções. A popularidade de Trump mantém-se próxima dos mínimos históricos, penalizada pelo descontentamento dos eleitores com a guerra no Irão e o consequente aumento dos preços dos combustíveis. O presidente procurou mobilizar os apoiantes apelando a que encarem estas eleições como um referendo à sua liderança, numa mensagem igualmente explorada pelos democratas.
Bancos Centrais
- Austrália: O Banco Central da Austrália (RBA) aumentou a taxa de juro de referência em 25 pontos base, para 4,85%, o nível mais elevado dos últimos 18 anos, naquela que foi a quinta subida de 2026. A decisão foi aprovada por uma margem relativamente reduzida de seis votos contra três, evidenciando divergências quanto à necessidade de prolongar o aperto monetário. O banco central retirou do comunicado a referência explícita à possibilidade de novas subidas, embora tenha reafirmado o compromisso de controlar a inflação. A governadora Michele Bullock reconheceu a incerteza quanto à próxima decisão e indicou que os membros dissidentes atribuíram maior importância aos riscos associados ao enfraquecimento do mercado imobiliário e ao aumento do desemprego. Após cinco aumentos este ano, considera oportuno avaliar os efeitos da política monetária restritiva, mantendo, contudo, a preocupação com os riscos de subida da inflação.
Macroeconomia
- Coreia do Sul: A inflação homóloga abrandou ligeiramente em outubro, com o índice de preços no consumidor a registar uma subida de 2,8%, face aos 2,9% de setembro e praticamente em linha com os 2,85% antecipados pelos economistas consultados pela Reuters. Em termos mensais, os preços aumentaram 0,2%, depois de uma subida de 0,3% no mês anterior. Apesar da moderação, a inflação permanece acima da meta do banco central, limitando o alívio proporcionado pelos dados.
Mercados Globais
Consumo
- Keurig Dr Pepper: A empresa superou as expectativas de Wall Street no terceiro trimestre, beneficiando da procura sustentada por bebidas energéticas e refrigerantes de preço mais elevado nos Estados Unidos. O lucro ajustado atingiu 0,66 dólares por ação, acima dos 0,62 dólares previstos pelos analistas. As receitas cresceram 70,6% em termos homólogos, para 7,34 mil milhões de dólares, superando ligeiramente as estimativas de 7,33 mil milhões de dólares, correspondentes a um crescimento esperado de 70,2%.
Energia
- Petróleo: As cotações recuperaram na terça-feira, após as fortes quedas registadas na sessão anterior, num contexto de renovada tensão no Médio Oriente. A recuperação ocorreu depois de um responsável iraniano ter afirmado que Teerão e Washington permaneciam longe de alcançar um acordo para terminar a guerra, enquanto os Estados Unidos realizaram um ataque à ilha iraniana de Qeshm, aumentando a incerteza geopolítica.
Media e Entretenimento
- Walt Disney: A empresa estará a avaliar a eliminação de milhares de postos de trabalho e terá solicitado a alguns gestores que identifiquem oportunidades para reduzir os custos anuais em 20%, segundo informações divulgadas pela Bloomberg News, que cita fontes próximas do processo. A potencial reestruturação surge num período de desafios para o CEO Josh D’Amaro, incluindo a crescente utilização da inteligência artificial, a diminuição das receitas de bilheteira, a intensificação da concorrência entre plataformas de streaming e a redução do número de visitantes internacionais nos parques temáticos.
Saúde
- Bayer: O grupo alemão reviu em alta as previsões de resultados para 2026, apoiado no desempenho da divisão farmacêutica no terceiro trimestre, que superou as expectativas. A empresa antecipa agora resultados ajustados da atividade principal, excluindo efeitos cambiais, entre 9,8 mil milhões e 10,3 mil milhões de euros, face ao intervalo anterior de 9,6 mil milhões a 10,1 mil milhões de euros. A divisão farmacêutica registou vendas trimestrais de 4,68 mil milhões de euros, aproximadamente 5% acima das estimativas dos analistas recolhidas pela Vara Research.
Serviços Financeiros
- Intesa Sanpaolo: O maior banco italiano apresentou resultados trimestrais superiores às expectativas e melhorou as perspetivas para 2026, antes do lançamento da sua oferta de aquisição da rival Monte dei Paschi di Siena. O lucro líquido entre julho e setembro atingiu 2,65 mil milhões de euros, superando o consenso de 2,50 mil milhões de euros apurado pela LSEG. Para o conjunto do ano, o banco espera agora um lucro líquido bem acima dos 10 mil milhões de euros, apesar de antecipar um impacto negativo de 900 milhões de euros associado ao aumento da tributação bancária previsto na proposta orçamental italiana para o próximo ano.
Tecnologia
- Apple: As ações da empresa recuaram cerca de 4% na negociação pré-abertura de terça-feira, após um alerta sobre o aumento dos custos dos chips de memória e os consequentes riscos para as margens brutas. Na primeira apresentação de resultados de John Ternus enquanto CEO, a empresa descreveu a evolução dos preços da memória como excecional e antecipou a continuação das pressões sobre os custos para além do trimestre que termina em dezembro. Estas perspetivas reforçaram as preocupações dos investidores com as dificuldades persistentes na cadeia de abastecimento e com o aumento das despesas associadas à inteligência artificial.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre os Destaques do Dia 03 de Novembro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 03 de Novembro de 2026. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo do Dia, Destaques do Dia)