Destaques dos Mercados e Economia – 05 de novembro de 2026
Principais destaques do dia 05 Novembro 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados.
Global
• O índice Nikkei do Japão registou uma queda acentuada na quinta-feira, pressionado pelas ações dos setores da inteligência artificial e dos semicondutores, apesar de a maioria das empresas que integram o índice ter valorizado. Em contrapartida, o mercado acionista australiano registou a maior subida em mais de um ano, ultrapassando os 9 000 pontos, impulsionado pelas expectativas de um eventual fim da guerra com o Irão após a derrota dos republicanos nas eleições intercalares norte-americanas.
• As bolsas europeias encerraram em queda, pressionadas pelas perdas nos setores tecnológico e da defesa, enquanto os investidores avaliavam as implicações da vitória democrata nas eleições intercalares dos Estados Unidos. No Reino Unido, o FTSE 100 também recuou, penalizado sobretudo pelos setores bancário e da defesa, numa sessão marcada pela primeira subida das taxas de juro do Banco de Inglaterra em mais de três anos.
• O Nasdaq Composite registou a maior queda diária em 19 meses, entrando em território de correção, com as fabricantes de semicondutores particularmente pressionadas pelos receios de uma regulamentação mais restritiva da inteligência artificial após os democratas conquistarem o controlo do Congresso. A crescente oposição à construção de centros de dados em vários estados norte-americanos reforçou as preocupações quanto ao ritmo de expansão da infraestrutura de IA. A pressão vendedora alastrou ao Canadá, cujo principal índice bolsista registou a maior queda em cinco meses.
Política
• Os democratas conquistaram o controlo das duas câmaras do Congresso dos Estados Unidos nas eleições intercalares, criando condições para um período de maior confronto político com o presidente Donald Trump durante os próximos dois anos. A insatisfação com as políticas da administração, particularmente com o aumento do custo de vida associado à guerra entre os EUA e o Irão, contribuiu para a vitória democrata, incluindo em estados tradicionalmente republicanos. O partido assegurou uma maioria de, pelo menos, 54-44 no Senado, além de conquistar pelo menos 30 lugares na Câmara dos Representantes. Será a primeira vez, considerando os seus dois mandatos presidenciais, que Trump enfrentará um Congresso integralmente controlado pelos democratas.
Bancos Centrais
• O Banco de Inglaterra aumentou a taxa de juro diretora de 3,75% para 4%, na primeira subida em mais de três anos, e sinalizou a possibilidade de novos aumentos caso o conflito entre os Estados Unidos e o Irão se prolongue. A decisão foi aprovada por oito votos contra um, com Catherine Mann a defender uma subida mais expressiva, de 50 pontos base, para 4,25%, contrariando as expectativas de que a divergência no comité surgisse de um membro favorável à manutenção das taxas. A decisão reflete a preocupação do banco central com a necessidade de assegurar o controlo da inflação.
Macroeconomia
• A atividade do setor dos serviços no Japão manteve-se em expansão em outubro, com o PMI final da S&P Global a subir para 51,7 pontos, face aos 51,3 de setembro, embora abaixo da leitura preliminar de 52,0. O indicador assinalou o quinto mês consecutivo de crescimento, enquanto as novas encomendas aumentaram pelo 28.º mês consecutivo, a um ritmo superior ao observado em setembro. A evolução foi sustentada pela maior solidez da procura interna, pela aquisição de novos clientes e pelas iniciativas de desenvolvimento comercial das empresas.
Mercados Globais
Aeroespacial e Defesa
• As ações da Rheinmetall desvalorizaram 13%, registando a maior queda do índice STOXX 600, depois de o grupo alemão de defesa rever em baixa as suas previsões pela segunda vez em três meses. A empresa reduziu a estimativa de receitas para 2026 para cerca de 13,2 mil milhões de euros, face ao intervalo anterior de 13,7 a 14,2 mil milhões, e baixou a previsão de margem operacional de aproximadamente 19% para 18,5%. A revisão reforçou as preocupações dos investidores quanto à capacidade da empresa para cumprir os objetivos de crescimento associados ao rearmamento europeu.
Cambial
• O índice do dólar registou uma ligeira valorização na quinta-feira, acompanhando a recuperação dos preços do petróleo após a queda acentuada da sessão anterior. Os investidores continuaram a avaliar as incertezas quanto à evolução da guerra no Irão, num contexto de alterações ao equilíbrio político norte-americano após as vitórias expressivas dos democratas nas eleições intercalares.
Comunicações
• A Deutsche Telekom reviu em alta as suas previsões para 2026 pela terceira vez este ano, beneficiando da evolução favorável das suas operações nos Estados Unidos. O grupo propôs ainda um aumento de 10% dos dividendos e anunciou um programa de recompra de ações de até 2 mil milhões de euros em 2027, reforçando a remuneração dos acionistas num contexto de crescimento sustentado das suas atividades norte-americanas.
Consumo
• A Ralph Lauren apresentou resultados trimestrais acima das expectativas, mas as suas ações recuaram após a empresa antecipar um crescimento das receitas no terceiro trimestre inferior ao previsto por Wall Street. No segundo trimestre, as receitas aumentaram 9%, para 2,19 mil milhões de dólares, superando a estimativa de 2,12 mil milhões, enquanto o lucro ajustado por ação atingiu 4,64 dólares, acima dos 4,26 dólares esperados. Apesar das perspetivas mais moderadas para o trimestre seguinte, a empresa reviu em alta as previsões anuais, apoiada pela forte procura na América do Norte e na Ásia.
Energia
• Os futuros do petróleo Brent valorizaram na quinta-feira, à medida que os investidores reavaliavam as perspetivas para a guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão. As derrotas expressivas do Partido Republicano nas eleições intercalares norte-americanas introduziram novas incertezas quanto à continuidade do conflito e à evolução da política externa da administração Trump.
Tecnologia
• As ações da Qualcomm caíram mais de 9% no início da sessão, após a empresa apresentar vendas de semicondutores para smartphones abaixo das expectativas de Wall Street. As receitas trimestrais da divisão de telemóveis, o seu principal negócio, diminuíram 26%, para 5,14 mil milhões de dólares, contribuindo para uma redução de 8% nas receitas do segmento de chips, para 9,02 mil milhões de dólares. Os resultados intensificaram as preocupações de que a fraqueza no mercado de smartphones possa limitar os benefícios da expansão para novas áreas, nomeadamente os semicondutores destinados a centros de dados.
Transporte
• A Toyota reviu em alta as previsões anuais, beneficiando da forte procura de veículos híbridos, da depreciação do iene e da redução das tarifas norte-americanas, fatores que ajudaram a compensar a quebra das vendas na China. A fabricante japonesa passou a antecipar um lucro operacional de 3,9 biliões de ienes (24,6 mil milhões de dólares) para o exercício fiscal que termina em março, um aumento de 15% face à previsão anterior. No trimestre de julho a setembro, o resultado operacional cresceu 34%, superando as expectativas. A empresa anunciou ainda um plano de 89 mil milhões de dólares destinado a aumentar a remuneração dos acionistas, impulsionando a valorização das suas ações.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre os Destaques do Dia 05 de Novembro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 05 de Novembro de 2026. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo do Dia, Destaques do Dia)