Destaques dos Mercados e Economia – 16 de outubro de 2026
Principais destaques do dia 16 Outubro 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados.
Global
- O índice Nikkei do Japão interrompeu na sexta-feira uma série de seis sessões consecutivas de perdas, impulsionado pela recuperação das ações ligadas à inteligência artificial (IA), embora os ganhos tenham sido limitados pela cautela dos investidores perante a divulgação de resultados empresariais e as eleições intercalares nos EUA. Na Austrália, as bolsas atingiram o nível de fecho mais elevado em cinco semanas, apoiadas pelos setores mineiro e tecnológico, enquanto os bancos registaram o maior ganho semanal em seis meses. Na China, as ações recuperaram dos mínimos de 14 meses atingidos na sessão anterior, beneficiando de anúncios de recompras de ações e perspetivas de forte crescimento de empresas ligadas à IA. Ainda assim, o mercado chinês terminou a sua pior semana em três meses.
- As bolsas europeias encaminharam-se para o maior ganho semanal desde o final de junho, impulsionadas por resultados empresariais sólidos e por sinais de estabilização das ações tecnológicas globais, após um período de fortes quedas. A recuperação reforçou o otimismo dos investidores, apesar da persistência de riscos associados às avaliações e às perspetivas do setor tecnológico.
- Wall Street encerrou a sessão de sexta-feira em forte queda, pressionada pelas ações tecnológicas ligadas à IA, incluindo a CoreWeave e a Broadcom, e pela subida dos preços do petróleo. O Nasdaq prolongou as perdas da semana, refletindo preocupações com a capacidade das empresas de infraestruturas de IA, fortemente endividadas, gerarem receitas suficientes para cumprir as suas obrigações financeiras, num contexto de custos de financiamento crescentes. As ações da CoreWeave recuaram 12% na sessão, acumulando perdas próximas de 25% nas últimas cinco sessões, enquanto as obrigações da empresa sofreram uma forte desvalorização, elevando as taxas de rendibilidade para níveis superiores a 15%. Em contraste, o principal índice bolsista do Canadá avançou, apoiado pelas empresas petrolíferas, enquanto os investidores avaliavam os alertas do governador do Banco do Canadá, Tiff Macklem, sobre o impacto persistente dos preços da energia nas taxas de juro.
Política
- A Nvidia e a Apple comprometeram-se, cada uma, a contribuir com 25 milhões de dólares para a construção do salão de baile da Casa Branca planeado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo o Washington Post, as contribuições privadas anunciadas para o projeto totalizam 333 milhões de dólares. A família Adelson, tradicional apoiante financeira de Trump e do Partido Republicano, e Charles Ergen, cofundador e presidente da Dish Network, comprometeram-se igualmente a doar 25 milhões de dólares cada.
Bancos Centrais
- O governador do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, reiterou os riscos de a inflação subjacente ultrapassar a meta de 2%, defendendo uma maior atenção à estabilidade dos preços. Num discurso lido pelo vice-governador Shinichi Uchida, Ueda identificou as tensões no Médio Oriente, o aumento da procura associada à inteligência artificial e as flutuações cambiais como fatores capazes de influenciar a atividade económica e a inflação no Japão. O responsável sublinhou que manter a inflação subjacente próxima dos 2% se tornou mais importante, alertando para a necessidade de evitar que uma ultrapassagem persistente da meta prejudique a economia.
Macroeconomia
- Os preços das importações dos EUA aumentaram mais do que o esperado em setembro, impulsionados pela subida dos custos energéticos e de outros bens, reforçando os sinais de alargamento das pressões inflacionistas. Os dados seguiram-se à divulgação de fortes aumentos dos preços no consumidor e no produtor, levando os economistas a considerar que a inflação se está a estender para além do setor energético. A prolongada guerra entre os EUA, Israel e o Irão continua a perturbar as cadeias de abastecimento e a manter os preços do petróleo elevados. Economistas associam o agravamento da inflação às tarifas comerciais e ao conflito no Médio Oriente, enquanto uma sondagem da Reuters/Ipsos revelou que cerca de 78% dos norte-americanos responsabilizam as políticas do presidente Donald Trump pelo aumento do custo de vida.
Mercados Globais
Aeroespacial e Defesa
- As ações da operadora europeia de satélites Eutelsat dispararam na sexta-feira, acumulando uma valorização próxima de 25% ao longo da semana, depois de a Ucrânia ter enfrentado restrições de velocidade no sistema de satélites Starshield, da SpaceX. As limitações reacenderam o interesse dos investidores em alternativas europeias de comunicações por satélite.
Energia
- O Brent atingiu os 110 dólares por barril, pela primeira vez desde maio, impulsionado pelos receios de que a escalada das tensões no Médio Oriente possa agravar as restrições à oferta mundial de petróleo. Os investidores acompanharam igualmente as perspetivas de fornecimento de gasóleo pela Rússia, num contexto de crescente preocupação com a disponibilidade de produtos energéticos nos mercados internacionais.
Saúde
- O comité da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou a aprovação do Foundayo, o medicamento oral para perda de peso desenvolvido pela Eli Lilly, tornando-o o segundo tratamento oral contra a obesidade a receber uma recomendação favorável da agência, depois do Wegovy, da Novo Nordisk. A recomendação será agora analisada pela Comissão Europeia, responsável pela decisão final de autorização de comercialização na região.
Serviços Financeiros
- A Wise anunciou que espera atingir a parte superior do intervalo previsto para o crescimento anual da receita, beneficiando do aumento do número de clientes e dos volumes de transações transfronteiriças. A empresa antecipa que o crescimento da receita líquida no ano fiscal de 2027 se situe próximo do limite superior do objetivo de 15% a 20%, mantendo inalteradas as previsões para a margem de resultado antes de impostos. No segundo trimestre, a receita líquida aumentou 21%, para 739,1 milhões de dólares.
Tecnologia
- A forte desvalorização das obrigações da CoreWeave tornou-se um teste à disponibilidade dos investidores para continuarem a financiar a expansão das infraestruturas de inteligência artificial. O aumento dos custos de financiamento e as dúvidas sobre a sustentabilidade de projetos financiados por dívida estão a intensificar o escrutínio sobre o setor. As obrigações da empresa emitidas em junho, com uma taxa de rendibilidade inicial de 9,675%, sofreram uma queda acentuada, elevando essa taxa para cerca de 15% durante a semana. Analistas e gestores de carteiras consideram que a pressão sobre a dívida poderá sinalizar uma reavaliação mais abrangente dos riscos financeiros associados a projetos de IA, cujo retorno pode demorar vários anos a materializar-se.
Transportes
- A Tesla apresentou uma versão redesenhada do Roadster, equipada com propulsores semelhantes aos utilizados em foguetes, anunciando o início da produção para 2028, mais de uma década depois da apresentação inicial da nova geração do desportivo elétrico. Desenvolvido em colaboração com a SpaceX, o veículo de dois lugares realizou demonstrações de manobras aéreas, incluindo uma subida invertida por uma rampa, com recurso a um sistema de sucção, e um salto sobre um camião e outros veículos, utilizando propulsores integrados para controlar os movimentos e a aterragem.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre os Destaques do Dia 16 de Outubro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 16 de Outubro de 2026. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo do Dia, Destaques do Dia)