Destaques dos Mercados e Economia – 23 de setembro de 2026
Principais destaques do dia 23 Setembro 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados.
Global
- As ações da China e de Hong Kong recuaram, com os investidores a moderarem as expectativas em torno de uma próxima reunião entre os presidentes dos EUA e da China e com as tensões comerciais com a Europa a pressionarem o sentimento. Na Austrália, o mercado encerrou estável, com os ganhos das mineiras, apoiados pela subida das matérias-primas, a compensarem as perdas da banca, enquanto os investidores aguardavam os dados mensais do emprego para avaliar as perspetivas da política monetária.
- As ações europeias fecharam em baixa, acompanhando a recuperação do petróleo para mais de 100 dólares por barril e a nova subida das yields das obrigações soberanas, num contexto em que o conflito com o Irão continuava sem sinais de resolução. O STOXX 600 caiu 0,4%, anulando os ganhos registados no início da sessão, com a maioria das principais bolsas regionais também em terreno negativo.
- Wall Street recuou, pressionada pela Alphabet e pela Amazon, enquanto as yields dos Treasuries subiam e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reiterava que Teerão não cederia à pressão dos EUA. O petróleo avançou mais de 3% e o índice energético do S&P 500 ganhou 1%, depois das declarações de Pezeshkian na ONU e um dia após Donald Trump ter ameaçado “aniquilar” o Irão; no Canadá, o principal índice acionista também caiu, penalizado sobretudo pelo setor dos materiais.
Política
- Os Estados Unidos e o Irão realizaram as primeiras conversações indiretas em vários meses, alimentando expectativas de algum progresso para terminar a guerra no Médio Oriente, apesar de nenhuma das partes ter anunciado alterações às respetivas posições. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, e os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner comunicaram através de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, num dos primeiros contactos deste género desde o colapso do cessar-fogo provisório em julho.
Bancos Centrais
- O governador da Reserva Federal Michael Barr afirmou que o banco central norte-americano deu na semana passada um passo importante para “recalibrar” os custos de financiamento de curto prazo e que deverão ser necessários novos aumentos das taxas de juro para assegurar o regresso da inflação à meta de 2%. Barr salientou que os riscos para a inflação aumentaram, enquanto os riscos para o mercado de trabalho diminuíram, num contexto em que o crescimento económico permanece forte, o emprego sólido e a inflação continua sem uma trajetória claramente descendente.
Macroeconomia
- A atividade empresarial alemã registou uma expansão sólida em setembro, apesar do aumento das pressões inflacionistas. O PMI dos serviços subiu de 49,7 para 52,9, atingindo um máximo de sete meses e terminando uma sequência de cinco meses de contração, enquanto o PMI da indústria transformadora recuou de 54,3 para 53,8, permanecendo ainda assim em território de expansão.
Mercados Globais
Aeroespacial e Defesa
- A SPEEA, sindicato que representa engenheiros e técnicos da Boeing, recomendou aos seus membros a aceitação da mais recente proposta contratual da empresa. O acordo, com duração de quatro anos, inclui aumentos salariais gerais superiores aos da primeira proposta, rejeitada pelos membros numa votação realizada a 21 de agosto.
Cambial
- O dólar atingiu o nível mais elevado em dois meses, apoiado pelas expectativas de novas subidas das taxas de juro no curto prazo, embora a evolução dos preços do petróleo permaneça um fator com potencial para alterar as perspetivas globais de inflação e política monetária.
Comunicações
- A Verizon anunciou um investimento de 70 milhões de dólares numa iniciativa nacional de formação em inteligência artificial dirigida a candidatos a emprego, pequenas empresas e profissionais do ensino, num contexto de transformação significativa da economia norte-americana.
Consumo
- A General Mills superou as estimativas de vendas e lucros no primeiro trimestre e reafirmou a previsão anual, apoiada por aumentos de preços e pela procura resiliente de alimentos para consumo doméstico, que compensaram parcialmente custos de produção mais elevados. As vendas recuaram 3% para 4,39 mil milhões de dólares, acima dos 4,35 mil milhões esperados, as vendas orgânicas ficaram estáveis e o lucro ajustado caiu 13% para 0,75 dólares por ação, acima dos 0,72 dólares estimados.
Energia
- O petróleo encerrou com uma subida de pouco menos de 4% por barril numa sessão volátil, enquanto os investidores avaliavam as declarações do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que afirmou que o país nunca se renderia, um dia depois de Donald Trump ter ameaçado “aniquilar” o Irão.
Metais e Minerais
- O ouro recuou numa sessão de variações limitadas, pressionado pelo fortalecimento do dólar e por declarações de responsáveis da Reserva Federal com um tom mais hawkish, que reforçaram as expectativas de uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos.
Transporte
- A Volkswagen e os representantes dos trabalhadores vão reunir-se em 30 de setembro, em Hanôver, para discutir a profunda reestruturação da fabricante automóvel alemã, depois de o sindicato IG Metall ter convocado a administração devido a preocupações relacionadas com os cortes.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre os Destaques do Dia 21 de Setembro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 21 de Setembro de 2026. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo do Dia, Destaques do Dia)