Resumo Economico da Semana de 2 a 6 Novembro 2026
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
Estados Unidos
Os principais índices bolsistas norte-americanos terminaram a semana em terreno negativo, depois de vários dias de elevada volatilidade. Os investidores acompanharam de perto os resultados das eleições intercalares de terça-feira, que permitiram aos Democratas conquistar o controlo das duas câmaras do Congresso, aumentando a incerteza em torno das futuras orientações políticas e económicas do país.
No plano monetário, a Reserva Federal (Fed) decidiu manter as taxas de juro inalteradas no intervalo entre 3,75% e 4,00%, na sequência da reunião de outubro de 2026, em linha com as expectativas do mercado. A decisão foi apoiada por 10 dos 12 membros com direito a voto, enquanto os restantes dois defenderam uma nova subida de 0,25 pontos percentuais. Esta posição surge depois do aumento de 0,25 pontos percentuais implementado em setembro.
Na comunicação que acompanhou a decisão, a Fed apresentou uma avaliação mais favorável da atividade económica, passando a caracterizar o crescimento como forte, em contraste com a classificação de sólido utilizada anteriormente. Ainda assim, os responsáveis mantiveram a preocupação com os níveis elevados de inflação e reforçaram que as próximas decisões dependerão da evolução dos indicadores económicos.
O presidente da instituição, Kevin Warsh, evitou antecipar os próximos passos da política monetária, não esclarecendo se poderá ocorrer uma nova subida das taxas em dezembro. Foi também anunciada uma alteração ao calendário de funcionamento da instituição, com uma redução do número de reuniões em que serão realizadas votações sobre as taxas de juro a partir de 2027.
Entretanto, os dados do mercado laboral voltaram a surpreender pela positiva. Segundo os números divulgados pelo Bureau of Labor Statistics na sexta-feira, a economia norte-americana criou 165 mil postos de trabalho em outubro de 2026, superando significativamente as expectativas dos analistas. Adicionalmente, os valores de agosto e setembro foram revistos em alta, num total combinado de 84 mil empregos.
Os restantes indicadores também apontaram para um mercado de trabalho resiliente. Os novos pedidos de subsídio de desemprego diminuíram em 6 mil, para 189 mil na semana terminada a 31 de outubro, igualando o nível mais baixo desde meados de julho.
Europa e Rússia
Europa
Os principais índices europeus terminaram a semana praticamente inalterados, num contexto de alguma prudência por parte dos investidores. A volatilidade associada às empresas tecnológicas e ao setor da inteligência artificial continuou a influenciar o sentimento dos mercados, acompanhada por uma rotação parcial de investimentos para fora das ações norte-americanas.
Na frente económica, a inflação voltou a ganhar força na Zona Euro. Em outubro de 2026, a taxa de inflação anual acelerou para 4,0%, face aos 3,8% registados no mês anterior, atingindo o valor mais elevado desde setembro de 2023 e duplicando o objetivo de 2% definido pelo Banco Central Europeu (BCE).
A subida foi particularmente influenciada pelos custos energéticos, cuja inflação alcançou os 20,8%, reforçando as preocupações quanto à possibilidade de as pressões sobre os preços voltarem a intensificar-se e condicionarem as decisões futuras do BCE.
Os indicadores de atividade económica também revelaram algum abrandamento. O PMI composto final da Zona Euro recuou para 51,7 pontos em outubro, face aos 53,1 pontos de setembro, ficando ligeiramente abaixo da estimativa preliminar de 51,9 pontos. O setor dos serviços acompanhou esta tendência, com o respetivo indicador a descer de 53,0 para 51,4 pontos.
Por sua vez, as vendas a retalho registaram uma evolução mais fraca do que o esperado. Em setembro de 2026, o volume de vendas diminuiu 0,7% face ao mês anterior, evidenciando alguma fragilidade no consumo das famílias europeias.
Reino Unido
O Banco de Inglaterra (BoE) surpreendeu os mercados ao anunciar, na quinta-feira, uma subida de 0,25 pontos percentuais nas taxas de juro, para 4,0%, naquela que foi a primeira decisão de aumento desde 2023.
O governador Andrew Bailey deixou em aberto a possibilidade de novos aumentos já em dezembro, caso as pressões inflacionistas continuem elevadas. A instituição prevê que a inflação, atualmente nos 3,5%, possa aproximar-se dos 5% durante o segundo trimestre de 2027, sobretudo devido ao impacto da subida dos preços da energia.
Esta perspetiva representa um desafio para a política monetária britânica, uma vez que a persistência da inflação poderá obrigar o banco central a manter uma postura restritiva durante mais tempo, mesmo perante os riscos para o crescimento económico.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Os mercados acionistas japoneses registaram perdas acentuadas ao longo da semana, acompanhando a deterioração do sentimento em torno do setor tecnológico e da inteligência artificial.
A mudança de sentimento ocorreu após os resultados das eleições intercalares norte-americanas, que atribuíram aos Democratas o controlo das duas câmaras do Congresso. Depois de uma reação inicialmente positiva das bolsas norte-americanas, os investidores começaram a antecipar um eventual reforço da supervisão política e regulatória sobre o setor da inteligência artificial, nomeadamente no que diz respeito à expansão dos centros de dados. Estas preocupações desencadearam uma vaga de vendas nas empresas tecnológicas, que acabou por se refletir também no mercado japonês.
No plano económico, os salários nominais registaram um crescimento expressivo. Em setembro de 2026, a remuneração média aumentou 4,6% em termos homólogos, superando as expectativas do mercado, que apontavam para uma subida de 3,8%.
A evolução dos salários continua a ser um indicador particularmente relevante para o Banco do Japão (BoJ), que procura sinais de crescimento sustentado das remunerações como condição para consolidar a inflação em níveis estáveis. Os dados mais recentes poderão, assim, reforçar os argumentos a favor de uma continuação do processo de normalização da política monetária japonesa.
China
Os mercados acionistas chineses recuperaram ao longo da semana, compensando parcialmente as perdas acumuladas durante outubro. A recuperação foi apoiada pelas medidas mais recentes anunciadas pelas autoridades de Pequim para estabilizar os mercados financeiros e reforçar a confiança dos investidores.
Contudo, o movimento positivo perdeu alguma força na sexta-feira, depois de as empresas tecnológicas voltarem a registar perdas, num contexto de maior volatilidade internacional e de deterioração do sentimento em torno do setor da inteligência artificial.
Apesar da recuperação semanal, os investidores continuam atentos à eficácia das medidas de apoio económico e à capacidade das autoridades chinesas para sustentar a valorização dos mercados durante os próximos meses.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 02 a 06 de Novembro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 06 de Novembro de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)