Resumo da Semana 21 a 25 Set – 28 Set 26

Resumo Economico da Semana de 21 a 25 setembro 2026  


Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.    


Estados Unidos

Os principais índices bolsistas norte-americanos terminaram a semana de 25 de setembro de 2026 em alta, apesar do aumento das preocupações em torno da inflação e da possibilidade de novas subidas das taxas de juro. Os ganhos estiveram sobretudo concentrados nos setores da tecnologia e dos serviços de comunicação, impulsionados pelo entusiasmo em torno da rápida adoção dos agentes de inteligência artificial (IA) da Meta Platforms.

O interesse crescente por aquilo que é conhecido como IA agentic, ou seja, sistemas de inteligência artificial capazes de executar tarefas de forma mais autónoma, voltou a colocar em destaque as potenciais necessidades futuras de capacidade computacional. Para os investidores, esta tendência poderá traduzir-se num aumento da procura por semicondutores, centros de dados e outras infraestruturas necessárias para suportar a expansão da IA.

Os primeiros dados de setembro reforçaram, entretanto, a perceção de que a economia norte-americana continua sólida. O índice PMI composto da S&P Global apontou para uma expansão da atividade pelo quarto mês consecutivo em setembro de 2026. O principal impulso veio dos serviços, cujo PMI subiu de 56,5 pontos em agosto para 58,7 em setembro, atingindo o nível mais elevado em quase cinco anos.

A indústria também apresentou uma melhoria significativa. O PMI industrial aumentou de 53,9 para 57,0 pontos durante o mesmo período, indicando uma aceleração da atividade fabril.

A combinação entre uma economia mais dinâmica e comentários mais restritivos por parte de vários responsáveis da Reserva Federal (Fed) alimentou as expectativas de que as pressões inflacionistas poderão permanecer elevadas. Durante a semana de setembro, algumas declarações de membros da Fed reforçaram a possibilidade de que as taxas de juro tenham de permanecer elevadas durante mais tempo ou até de voltar a subir caso a inflação não desacelere.

As preocupações com os preços foram também agravadas por notícias de que a administração Trump poderia avançar com restrições às exportações norte-americanas de gasóleo. Uma eventual redução da oferta disponível nos mercados internacionais poderia exercer pressão adicional sobre os preços dos combustíveis.

Este contexto ficou particularmente evidente no mercado de dívida pública. Num leilão realizado em 23 de setembro de 2026, os Estados Unidos venderam obrigações do Tesouro a cinco anos com uma yield de 5,033%, o nível mais elevado desde 2006 e mais de três pontos base acima das expectativas. A fraca procura por parte de investidores estrangeiros contribuiu para pressionar a yield em alta.

Apesar da preocupação com o mercado de trabalho, os dados relativos ao desemprego permaneceram relativamente robustos. Na semana terminada em 19 de setembro, os novos pedidos de subsídio de desemprego totalizaram 197 mil, abaixo dos 201 mil esperados pelos analistas. Os pedidos contínuos situaram-se em 1,72 milhões na semana terminada em 12 de setembro, também abaixo das previsões de 1,75 milhões.

Europa

As principais bolsas europeias terminaram a semana ligeiramente em alta, num ambiente marcado por forças contraditórias. Por um lado, os investidores receberam sinais de melhoria da atividade económica na região e continuaram a acompanhar o forte desempenho das empresas relacionadas com a inteligência artificial. Por outro, a subida dos preços da energia e a resiliência da economia europeia levantaram dúvidas sobre a evolução da inflação e sobre o espaço disponível para novas alterações na política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Os dados preliminares divulgados durante a semana mostraram uma aceleração da atividade económica. O PMI composto da zona euro subiu de 52,0 pontos em agosto para 53,1 em setembro, superando as previsões do mercado.

A leitura acima dos 50 pontos continua a indicar expansão da atividade privada. A aceleração do indicador sugere que a economia europeia entrou no outono de 2026 com um ritmo de crescimento mais sólido, embora os custos energéticos permaneçam um fator de risco para a inflação.

Reino Unido

No Reino Unido, os indicadores económicos divulgados em setembro de 2026 apontaram para uma deterioração do ambiente empresarial e do consumo. Outros indicadores confirmaram a perda de dinamismo da economia britânica. O PMI composto preliminar recuou de 52,5 pontos em agosto para 51,7 em setembro, refletindo sobretudo uma desaceleração no crescimento do setor dos serviços.

A indústria apresentou um comportamento mais resistente, com o PMI industrial a subir para 52,0 pontos. No entanto, os custos de produção voltaram a acelerar, em parte devido ao aumento dos preços dos combustíveis, criando um novo desafio para as empresas e para a política monetária do Banco de Inglaterra.

Japão

As bolsas japonesas tiveram uma semana mais curta, com os mercados encerrados entre 21 e 23 de setembro de 2026 devido a feriados nacionais. Nas duas sessões realizadas, o Nikkei 225 e o TOPIX registaram ganhos.

A valorização foi liderada pelas empresas ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores, acompanhando a força demonstrada anteriormente pelas ações tecnológicas norte-americanas enquanto a bolsa japonesa esteve encerrada.

Na sessão de 25 de setembro, os ganhos alargaram-se ao setor financeiro. A subida das yields das obrigações japonesas melhorou as perspetivas para a margem financeira dos bancos, aumentando o interesse dos investidores pelo setor.

No mercado cambial, as atenções estiveram novamente centradas no iene. A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou durante a semana que as preocupações relacionadas com a desvalorização da moeda japonesa tinham sido abordadas nas conversações entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o Presidente norte-americano Donald Trump.

As declarações reforçaram a perceção de que as autoridades japonesas continuam particularmente atentas a uma eventual depreciação adicional do iene. O tema deverá continuar a ser acompanhado de perto por Tóquio e Washington, sobretudo devido ao impacto das taxas de câmbio sobre o comércio e a inflação.

China

As ações chinesas terminaram a semana de 26 de setembro de 2026 em queda, com as empresas de crescimento na China continental e as tecnológicas cotadas em Hong Kong entre as áreas mais penalizadas.

As bolsas continentais começaram a semana em alta, apoiadas por empresas dos setores da saúde, imobiliário e algumas áreas tecnológicas. Contudo, o movimento perdeu força à medida que as ações de crescimento recuaram.

A manutenção das yields das obrigações do Tesouro norte-americanas em níveis elevados e os preços do petróleo continuaram a pressionar o sentimento dos investidores. Ao mesmo tempo, as expectativas de um avanço significativo nas negociações comerciais entre Washington e Pequim diminuíram ao longo da semana.

Apesar das dificuldades, Estados Unidos e China acordaram prolongar por mais dois meses a atual trégua comercial, até 10 de janeiro de 2027. O acordo permite preservar temporariamente o enquadramento comercial existente enquanto as negociações continuam.

Durante setembro de 2026, as autoridades norte-americanas mantiveram, contudo, a pressão sobre Pequim para cumprir compromissos comerciais já assumidos. Entre os temas em discussão encontram-se as compras de produtos agrícolas norte-americanos e o fornecimento de terras raras e outros minerais considerados estratégicos.

O prolongamento da trégua reduz, pelo menos temporariamente, o risco de uma nova escalada tarifária entre as duas maiores economias mundiais. No entanto, a manutenção das negociações significa que as relações comerciais entre Washington e Pequim continuarão a ser um dos principais fatores de risco para os mercados durante os próximos meses.


Visite o Disclaimer para mais informações.

Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.

(Artigo sobre a Resumo da Semana de 21 a 25 de Setembro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 25 de Setembro de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)

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