BP, News – 12 Jan 26

BP acelera o regresso ao petróleo e gás com nova CEO e reforço no upstream norte-americano


Aqui pode acompanhar as últimas informações relacionadas com a BP. Acompanhamos de forma contínua os desenvolvimentos mais relevantes que impactam esta empresa e consolidamos os pontos essenciais num formato que oferece uma visão clara, objetiva e alinhada com a nossa análise.


Strategic Highlights – 18 Dezembro 2025

  • A BP nomeou Meg O’Neill como nova CEO a partir de 1 de abril de 2026, após a saída abrupta de Murray Auchincloss, reforçando a urgência na execução estratégica.
  • O grupo britânico aprofundou em 2025 o pivot para petróleo e gás, com um programa de 20 mil milhões USD em desinvestimentos até 2027, visando reduzir dívida e melhorar retornos.
  • A BP destacou-se no mais recente leilão do Golfo do México, com 61 milhões USD em lances altos e liderança em número de blocos adquiridos.
  • O enquadramento regulatório nos EUA tornou-se mais favorável, com a redução da taxa de royalties offshore para 12,5%, reforçando a atratividade económica do upstream.
  • A escolha de uma líder com forte experiência em projetos de LNG e upstream sinaliza um foco acrescido em execução operacional e disciplina de capital.

Nota de Contexto

A BP é uma das maiores majors europeias e tem enfrentado, nos últimos anos, pressão de investidores devido a rendibilidade inferior à de pares norte-americanos. Após uma fase de forte aposta em renováveis, o grupo iniciou uma correção estratégica, recentrando-se em petróleo e gás, com maior seletividade de investimento e prioridade ao retorno para os acionistas.

BP: uma mudança de liderança para estabilizar a estratégia

A nomeação de Meg O’Neill representa uma rutura com a tradição da BP: é a primeira CEO externa em mais de um século e a terceira liderança em pouco mais de dois anos. Esta sucessão ocorre num momento em que o grupo procura restaurar credibilidade estratégica e consistência na execução.

O presidente Albert Manifold deixou claro que a BP necessita de maior rigor na alocação de capital e na gestão do portefólio. Sob esta orientação, a empresa reduziu significativamente a ambição em energias renováveis e voltou a privilegiar ativos tradicionais, considerados mais previsíveis em termos de geração de cash flow.

A experiência de O’Neill, com histórico de integração de grandes ativos e liderança em ciclos de investimento intensivos, encaixa num grupo que procura evitar novas mudanças bruscas de rumo e concentrar-se em entregar resultados operacionais.

Desinvestimentos e disciplina financeira no centro da narrativa

O plano de 20 mil milhões USD em desinvestimentos até 2027, que inclui ativos não estratégicos como a Castrol, é um dos pilares do novo posicionamento da BP. O objetivo é duplo:
por um lado, reduzir o endividamento; por outro, libertar capital para áreas com maior retorno ajustado ao risco.

Este movimento responde diretamente às críticas de acionistas, incluindo investidores ativistas, que pressionam a BP a aproximar-se do perfil financeiro de pares como Exxon ou Chevron, com maior foco em retorno do capital e menos dispersão estratégica.

Golfo do México: o upstream como âncora de crescimento

O leilão de concessões no Golfo do México, o primeiro desde 2023, confirmou o papel central desta geografia na estratégia da BP. Apesar de o total de lances ter sido inferior ao de 2023, o valor médio por acre atingiu máximos desde 2017, refletindo maior seletividade e foco económico.

A BP foi o maior licitante em número de blocos (50) e somou 61 milhões USD em lances altos, reforçando o compromisso com o deepwater norte-americano. A redução da taxa de royalties para 12,5% melhora de forma significativa a economia destes projetos, tornando-os mais competitivos face a outras oportunidades globais.

Para a BP, o offshore norte-americano combina escala, estabilidade regulatória e potencial de geração de cash flow de longo prazo, características alinhadas com a atual prioridade estratégica.

LNG e contexto setorial: experiência relevante, mas não dominante

A nomeação de O’Neill traz também uma leitura implícita sobre a importância do LNG no portefólio global da BP, ainda que o grupo procure evitar uma exposição excessiva num momento em que o mercado poderá enfrentar excesso de oferta na década de 2030.

A experiência da nova CEO em projetos de grande escala e mercados internacionais é vista como uma mais-valia para gerir este risco, assegurando que futuras decisões de investimento privilegiam contratos de longo prazo, parcerias e estruturas de capital equilibradas.

Conclusão

A BP entra em 2026 com uma estratégia mais clara e um foco renovado em execução, upstream e disciplina financeira. A escolha de Meg O’Neill como CEO sinaliza uma aposta numa liderança capaz de estabilizar o grupo após anos de mudanças estratégicas e resultados inconsistentes.

O reforço no Golfo do México, o programa de desinvestimentos e o regresso a uma lógica de retorno do capital colocam a BP numa trajetória mais alinhada com as grandes majors globais. O desafio passa agora de definição estratégica para entrega: transformar esta reorientação num desempenho financeiro sustentado e credível aos olhos do mercado.


Visite o Disclaimer para mais informações.

Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.

(Artigo sobre a BP, formato “News”, atualizado com informações até 18 de Dezembro de 2025. Categorias: Energia. Classe de Ativos: Ações. Tags: Acionista, BP, Energia, Petróleo, Petrolífera, Reino Unido)

Avatar photo
About The Investment - Team 3153 Articles
A The Investment Team é a equipa editorial responsável pela coordenação e publicação dos conteúdos do The Investment. Saiba mais em theinvestment.pt/the-investment-team/