Destaques dos Mercados e Economia – 05 fevereiro 26
Principais destaques do dia 05 Fevereiro 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados.
Global
- A média das ações do Nikkei do Japão caiu na quinta-feira, pressionada sobretudo pelas ações de tecnologia, refletindo preocupações persistentes com avaliações elevadas e juntando-se a uma queda mais ampla dos mercados asiáticos devido aos custos crescentes do investimento em IA. Na China, as ações também recuaram, num contexto de liquidação global de metais preciosos e títulos tecnológicos, com volumes de negociação mais baixos à medida que se aproxima a temporada de férias.
- Na Europa, os mercados acionistas mantiveram-se estáveis, com os investidores a digerirem resultados mistos da Shell e do BNP Paribas, ao mesmo tempo que adotaram uma postura cautelosa antes da decisão de política monetária do Banco Central Europeu.
- Em Wall Street, os principais índices encerraram em forte queda, com o Nasdaq a tocar no nível mais baixo desde novembro, penalizado pelas perdas de Microsoft, Amazon e outras gigantes tecnológicas, após a Alphabet indicar que poderá duplicar os seus gastos de capital em IA. As ações da Alphabet caíram 0,55% depois de a empresa anunciar planos para investir até US$ 185 mil milhões em capital em 2026, enquanto, em conjunto, as grandes tecnológicas deverão gastar mais de US$ 500 mil milhões em IA este ano.
Bancos Centrais
- O Banco Central Europeu manteve as taxas de juro inalteradas, conforme amplamente esperado, minimizando o impacto das oscilações do dólar nas futuras decisões de política monetária e sublinhando que as perspetivas para a inflação permanecem praticamente inalteradas. O BCE tem mantido as taxas estáveis desde que concluiu, em junho, um ciclo de cortes que durou um ano, num contexto em que o crescimento económico mais resiliente e a moderação das pressões inflacionistas reduziram significativamente a necessidade de novo estímulo. No seu comunicado, o banco reconheceu as incertezas associadas à política comercial global e às tensões geopolíticas, mas reiterou que as projeções apontam para a estabilização da inflação na meta de 2% a médio prazo. A presidente Christine Lagarde afirmou que a política monetária se encontra numa “boa posição”, descrevendo o equilíbrio atual entre riscos em alta e em baixa.
Macroeconomia
- As encomendas industriais alemãs registaram em dezembro um aumento inesperado de 7,8% em termos mensais, ajustado sazonalmente, o maior crescimento em dois anos, impulsionado por encomendas de grande dimensão e elevada volatilidade. Apesar disso, indicadores subjacentes mais estáveis sugerem que uma recuperação gradual poderá estar a ganhar forma. O resultado contrasta com a expectativa dos analistas, que apontavam para uma queda de 2,2%, segundo uma sondagem da Reuters.
Mercados Globais
Aeroespacial e Defesa
- A sueca Saab elevou a sua meta de crescimento de vendas a médio prazo, beneficiando do aumento sustentado dos gastos governamentais em defesa na Europa. A empresa registou um crescimento de 67% no lucro operacional do quarto trimestre, para 3,26 mil milhões de coroas suecas, superando a estimativa média de 2,75 mil milhões, e reviu em alta a previsão de crescimento orgânico das vendas para 2023–2027, de 18% para 22%.
Blockchain
- O Bitcoin registou uma queda acentuada, acompanhando o enfraquecimento do apetite pelo risco num ambiente marcado pela volatilidade nos metais preciosos e pela venda generalizada de ações de tecnologia. A principal criptomoeda caiu para US$ 63.295,74, o nível mais baixo desde outubro de 2024, acumulando uma descida diária de 12,6%, a maior desde novembro de 2022.
Energia
- Os preços do petróleo caíram mais de 2%, embora se mantivessem próximos de máximos de vários meses, após os EUA e o Irão concordarem em realizar conversações em Omã. O Brent recuou US$ 1,54 (2,2%), para US$ 67,92 por barril, enquanto o WTI caiu US$ 1,52 (2,3%), para US$ 63,62.
Metais e Minerais
- O ouro recuou e a prata caiu mais de 11%, à medida que investidores realizaram lucros após dois dias de recuperação. Um dólar mais forte e o alívio das tensões geopolíticas aumentaram a pressão sobre os metais tradicionalmente vistos como ativos de refúgio.
Tecnologia
- A Amazon anunciou que prevê aumentar as despesas de capital em mais de 50%, reforçando a tendência das grandes tecnológicas de intensificar os investimentos em infraestruturas de IA. A empresa espera investir cerca de US$ 200 mil milhões em 2026, face a US$ 131 mil milhões em 2025, o que levou as ações a caírem até 11% no pós-fecho, estabilizando depois em torno de 7% de queda. A orientação para o lucro operacional do primeiro trimestre, entre US$ 16,5 mil milhões e US$ 21,5 mil milhões, ficou abaixo das expectativas do mercado, refletindo custos adicionais ligados ao negócio de internet de alta velocidade Leo, bem como investimentos em comércio rápido e preços mais competitivos nas operações internacionais.
Transportes
- A Toyota Motor deverá reportar uma terceira queda consecutiva no lucro operacional trimestral, penalizada pelo aumento dos custos e pelas tarifas de importação dos EUA, apesar de vendas globais recorde e da forte procura por veículos híbridos. O consenso de mercado aponta para um lucro operacional de 1,09 bilião de ienes no trimestre de outubro a dezembro, uma descida de 10% em termos anuais.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
Dados referentes ao período compreendido entre as 19h do dia anterior e as 19h do dia dos Destaques.
(Artigo sobre os Destaques do Dia 05 de Fevereiro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 05 de Fevereiro. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo do Dia)