Destaques do Dia – 11 Fev 26

Destaques dos Mercados e Economia – 11 Fevereiro 26


Principais destaques do dia 11 Fevereiro 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados. 


Global

  • As ações da China fecharam praticamente estáveis, com o forte desempenho do setor metalúrgico a compensar as perdas em semicondutores, enquanto Hong Kong registou ligeira alta.
  • Nos EUA, o Nasdaq e o Dow Jones recuaram ligeiramente e o S&P 500 terminou praticamente inalterado, após um relatório de emprego mais forte do que o esperado reduzir receios sobre a economia, mas reforçar apostas de que a Reserva Federal poderá abrandar o ritmo de cortes nas taxas de juro.

Política

  • O presidente Donald Trump recebeu Benjamin Netanyahu na Casa Branca, naquela que foi a sétima reunião desde o regresso de Trump ao cargo há quase 13 meses. O primeiro-ministro israelita deverá pressionar para que as negociações dos EUA com o Irão incluam restrições ao arsenal de mísseis de Teerão e outras ameaças além do programa nuclear, após as recentes conversações realizadas em Omã, num contexto de crescentes tensões no Médio Oriente.

Bancos Centrais

  • Segundo pesquisa da Reuters, o Federal Reserve deverá manter a taxa de referência inalterada até maio, realizando um corte em junho, ainda sob a liderança de Jerome Powell. Economistas alertam que a política monetária sob o provável sucessor, Kevin Warsh, poderá tornar-se excessivamente flexível. Mais de 70% dos inquiridos demonstraram preocupação com uma possível erosão da independência do Fed após o fim do mandato de Powell, embora estejam divididos quanto ao impacto da nomeação de Warsh por Trump.

Macroeconomia

  • Na China, a inflação ao consumidor abrandou para 0,2% em janeiro (vs. 0,8% em dezembro e expectativa de 0,4%), enquanto o índice de preços ao produtor caiu 1,4% em termos homólogos, prolongando a tendência deflacionária, ainda que com desaceleração menos acentuada do que o esperado (-1,5%). Os dados evidenciam a fragilidade da procura interna na segunda maior economia mundial.
  • Nos EUA, o crescimento do emprego terá acelerado em janeiro, com menos demissões sazonais, mantendo-se a taxa de desemprego estável em 4,4%. Ainda assim, a incerteza associada às tarifas de importação e a aplicação mais rigorosa das leis de imigração continuam a moderar as contratações, apesar da expectativa de que cortes fiscais possam apoiar o mercado de trabalho ao longo do ano.

Mercados Globais

Aeroespacial e Defesa

  • A Dassault Systèmes reportou crescimento de receitas no quarto trimestre, mas apresentou uma previsão para 2026 de 3% a 5% em moeda constante, abaixo das expectativas de mercado. A receita anual de 2025 atingiu 6,24 mil milhões de euros, +4% em moeda constante, enquanto o quarto trimestre somou 1,68 mil milhões de euros, +1%. As ações caminham para o pior desempenho diário de sempre.

Consumo

  • A Heineken anunciou a eliminação de até 6.000 postos de trabalho, cerca de 7% da força laboral global de 87.000 funcionários, e projetou um crescimento de lucros mais moderado em 2026. A empresa procura novo CEO após a saída de Dolf van den Brink.

Energia

  • Os preços do petróleo subiram, impulsionados por tensões nas negociações entre EUA e Irão e por retiradas de crude dos principais inventários, sinalizando procura mais robusta.

Imobiliário

  • A Hilton Worldwide projetou crescimento do RevPAR em 2026 abaixo das expectativas. No quarto trimestre, registou lucro ajustado de 2,08 dólares por ação (vs. 1,76 dólares no ano anterior) e receitas de 3,09 mil milhões de dólares, acima dos 2,78 mil milhões registados anteriormente.

Indústria – Outros

  • A norueguesa Yara reportou EBITDA trimestral de 709 milhões de dólares, acima dos 519 milhões do ano anterior, mas ligeiramente abaixo dos 729 milhões esperados. A empresa alertou que compras antecipadas na Europa poderão penalizar vendas no início de 2026.

Serviços Financeiros

  • A Banca Generali estabeleceu como meta mais de 6,5 mil milhões de euros em entradas líquidas totais e mais de 4 mil milhões de euros em ativos sob investimento em 2026. O lucro anual subiu 3%, para 445,8 milhões de euros, superando os 414,4 milhões estimados. Os ativos totais atingiram um recorde de 113,5 mil milhões de euros, com proposta de dividendo de 2,90 euros por ação, equivalente a um payout de 76%.

Visite o Disclaimer para mais informações.

Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.

Dados referentes ao período compreendido entre as 19h do dia anterior e as 19h do dia dos Destaques.

(Artigo sobre os Destaques do Dia 11 de Fevereiro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 11 de Fevereiro. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo do Dia)

Avatar photo
About The Investment - Team 3399 Articles
A The Investment Team é a equipa editorial responsável pela coordenação e publicação dos conteúdos do The Investment. Saiba mais em theinvestment.pt/the-investment-team/