Destaques dos Mercados e Economia – 12 Maio 2026
Principais destaques do dia 12 Maio 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados.
Global
- O índice Nikkei do Japão encerrou em alta após uma sessão volátil, impulsionado pela procura por ações ligadas ao crescimento da inteligência artificial. Na China, os mercados recuaram ligeiramente após máximos de 11 anos, refletindo realização de lucros antes da aguardada reunião entre as duas maiores economias mundiais. As ações de Hong Kong também registaram quedas.
- As ações europeias encerraram em baixa, numa sessão marcada pelo aumento das preocupações geopolíticas, após o enfraquecimento das expectativas de um acordo de paz entre os EUA e o Irão ter impulsionado os preços do petróleo e reduzido o apetite pelo risco.
- O S&P 500 e o Nasdaq fecharam em terreno negativo, afastando-se dos máximos históricos, pressionados por dados de inflação acima do esperado nos EUA e pela deterioração das perspetivas para o cessar-fogo entre os EUA e o Irão, num contexto de realização de lucros após uma forte época de resultados trimestrais.
Política
- As perspetivas para um acordo de paz entre os EUA e o Irão deterioraram-se depois de Donald Trump ter afirmado que o cessar-fogo estava “por um fio”, após Teerão rejeitar a proposta norte-americana para terminar o conflito. O Irão exigiu o fim das operações militares em várias frentes, incluindo no Líbano, o levantamento do bloqueio naval dos EUA, compensações pelos danos de guerra e reafirmou a sua soberania sobre o Estreito de Ormuz. Trump alertou que a resposta iraniana colocava em risco o cessar-fogo iniciado a 7 de abril.
Bancos Centrais
- Kevin Warsh, candidato de Donald Trump à presidência da Reserva Federal, ultrapassou um importante procedimento no Senado norte-americano, aproximando-se da confirmação formal para suceder a Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira.
Macroeconomia
- A inflação nos EUA acelerou pelo segundo mês consecutivo em abril, pressionada pela subida dos preços da energia e dos alimentos devido ao conflito com o Irão. O índice de preços no consumidor (IPC) aumentou 0,6% em termos mensais, após uma subida de 0,9% em março, em linha com as previsões dos economistas. Em termos homólogos, o IPC avançou 3,8%, o maior aumento desde maio de 2023. Excluindo alimentos e energia, o IPC subiu 0,4%, refletindo parcialmente ajustamentos nas componentes de habitação. A Reserva Federal manteve recentemente a taxa diretora no intervalo entre 3,50% e 3,75%, mantendo prudência relativamente à trajetória da inflação.
Mercados Globais
Aeroespacial e Defesa
- A operadora de satélites SES reportou um aumento de 80% nas vendas a taxas de câmbio constantes no primeiro trimestre, beneficiando da forte procura por conectividade aérea. As receitas atingiram 847 milhões de euros, acima das previsões de mercado, enquanto o lucro operacional ajustado alcançou 404 milhões de euros. A empresa adicionou 306 milhões de euros em novos contratos e renovações, mantendo uma carteira de encomendas de 6,2 mil milhões de euros e reiterando as projeções anuais.
Comunicações
- A Vodafone anunciou que a simplificação do modelo operacional e o foco em mercados estratégicos como Alemanha, Reino Unido e África deverão suportar um crescimento mais robusto dos lucros. No exercício fiscal terminado em março, o resultado operacional aumentou 4,5% em termos orgânicos para 11,4 mil milhões de euros. Para o novo exercício, a empresa prevê um resultado operacional entre 11,9 mil milhões e 12,2 mil milhões de euros.
Consumo
- A JD.com superou as estimativas de receitas e lucros no primeiro trimestre, apoiada pela recuperação do consumo e por programas de subsídios promovidos por Pequim. As receitas atingiram 315,7 mil milhões de yuans, acima das previsões do mercado. A empresa procura manter o ritmo de crescimento num ambiente marcado pelas tensões tarifárias e pela pressão sobre a procura interna.
Energia
- Os preços do petróleo avançaram cerca de 3%, refletindo o agravamento das tensões entre os EUA, Israel e o Irão, à medida que diminuíram as probabilidades de um acordo de paz e aumentaram novamente as preocupações com a oferta global.
Saúde
- A Bayer registou um aumento de 9% no EBITDA ajustado do primeiro trimestre, atingindo 4,45 mil milhões de euros, superando significativamente as expectativas do mercado. O desempenho foi impulsionado por um acordo com um concorrente norte-americano no segmento de proteção de culturas, facilitando o acesso ao mercado de sementes de soja.
Tecnologia
- A Qnity Electronics reviu em alta as suas previsões anuais de receitas e lucros, sustentada pela forte procura ligada à inteligência artificial e computação de alto desempenho. A empresa espera agora um lucro ajustado entre 3,80 e 4,14 dólares por ação. No primeiro trimestre, as receitas alcançaram 1,32 mil milhões de dólares, acima das estimativas, enquanto o lucro ajustado atingiu 1,08 dólares por ação.
Transportes
- O CEO da Stellantis, Antonio Filosa, afirmou que as parcerias estratégicas terão um papel central na nova estratégia plurianual da fabricante automóvel. A empresa pretende aprofundar colaborações para acelerar melhorias tecnológicas, otimizar cadeias de abastecimento e maximizar a utilização da capacidade produtiva, criando ganhos mútuos entre parceiros industriais.