Destaques dos Mercados e Economia – 17 Março 26
Principais destaques do dia 17 Março 26, nas maiores economias mundiais e bancos centrais. Os temas que movem o mundo financeiro, desde a Política, Bancos Centrais, Macroeconomia e os Mercados.
Global
- O índice Nikkei do Japão anulou os ganhos iniciais e encerrou em queda, pressionado pelas perdas em ações de semicondutores e pela subida dos preços do petróleo.
- Na Europa, os mercados registaram uma ligeira valorização, com os investidores a avaliarem o impacto económico do conflito no Médio Oriente e a decisão do Banco Central Europeu sobre taxas de juro prevista para esta semana.
- Em Wall Street, os índices fecharam em alta, impulsionados pelo setor de viagens, com destaque para a Delta Air Lines (+6%), American Airlines (+3,5%) e United Airlines (+3,2%), após revisão em alta das previsões de receitas. Também Expedia (+4%) e Norwegian Cruise Line (+2%) registaram ganhos, num contexto de recuperação após recentes quedas ligadas ao conflito e aos preços da energia.
Política
- O presidente Donald Trump adiou a sua viagem a Pequim para se reunir com Xi Jinping, inicialmente prevista entre 31 de março e 2 de abril, indicando que a visita deverá ocorrer dentro de 5 a 6 semanas. O adiamento surge num contexto de tensões geopolíticas agravadas pela guerra com o Irão, que tem condicionado a política externa dos EUA e atrasado esforços de aproximação entre as duas maiores economias globais.
Bancos Centrais
- O Banco da Reserva da Austrália subiu a taxa de juro em 25 pontos base para 4,1%, o nível mais elevado dos últimos 10 meses, alertando para riscos inflacionistas significativos num contexto global volátil marcado pelo choque petrolífero decorrente do conflito no Médio Oriente. A decisão reverte parcialmente os cortes do ano anterior. Espera-se que a Reserva Federal e o Banco Central Europeu mantenham as taxas inalteradas, embora o atual cenário geopolítico possa alterar as perspetivas futuras.
Macroeconomia
- A confiança dos investidores na Alemanha caiu abruptamente em março, com o índice ZEW a recuar para -0,5 pontos, o nível mais baixo desde abril de 2025 e a maior queda desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022. O valor ficou muito abaixo das expectativas de 39,0 pontos, face aos 58,3 pontos do mês anterior, refletindo pressões inflacionistas associadas ao conflito no Médio Oriente.
Mercados Globais
Aeroespacial e Defesa
- A Boeing adiou a previsão de retorno à rentabilidade da sua divisão comercial para 2027, face aos custos mais elevados associados à aquisição da Spirit AeroSystems. A divisão registou prejuízos de 632 milhões de dólares em 2025 e 2,1 mil milhões em 2024. A empresa prevê aumentar a produção do 737 MAX para 47 aeronaves/mês até ao final do ano e entregar cerca de 500 aviões em 2026.
Energia
- Os futuros de gás natural dos EUA mantiveram-se estáveis, com a redução da procura devido ao encerramento temporário de uma unidade da Freeport LNG a compensar constrangimentos na oferta causados por congelamento de infraestruturas na Dakota do Norte.
- Já o petróleo subiu, recuperando perdas anteriores, impulsionado pelos ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos e pelas preocupações com o abastecimento, num cenário em que o Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado.
Serviços Financeiros
- A CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, considerou “muito baixa” a oferta do UniCredit para aquisição de participação superior a 30%, criticando a ausência de um plano detalhado para uma eventual fusão. O banco alemão mantém reservas face à operação, enquanto o UniCredit intensifica a pressão para مذاکرات.
Tecnologia
- A Qualcomm anunciou um programa de recompra de ações no valor de 20 mil milhões de dólares, procurando aproveitar a queda recente das suas ações, pressionadas por uma escassez global de memória que deverá afetar a produção de smartphones.
Transporte
- A Delta Air Lines reviu em alta as expectativas de receitas para o primeiro trimestre, prevendo crescimento de um dígito alto, acima da previsão anterior de 5% a 7%, mantendo o lucro por ação entre 0,50 e 0,90 dólares. A revisão ocorre apesar da subida superior a 50% nos preços do combustível de aviação desde o final de fevereiro, refletindo forte procura no setor.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre os Destaques do Dia 17 de Março de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 17 de Março de 2026. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo do Dia, Destaques do Dia)