Resumo Economico da Semana de 02 a 06 Fevereiro 2026
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
América do Norte
Estados Unidos
Na semana volátil terminada, os principais índices bolsistas norte-americanos fecharam com desempenhos mistos. As grandes tecnológicas perdas, enquanto as ações de empresas de menor dimensão e com perfil mais defensivo continuaram a acumular ganhos. O sentimento negativo em torno das tecnológicas foi alimentado por receios crescentes sobre o impacto disruptivo da inteligência artificial e sobre um eventual excesso de investimento neste setor, especialmente após vários anos de forte valorização.
A agenda económica da semana foi dominada por dados do mercado de trabalho, que surpreenderam maioritariamente pela negativa. Em dezembro de 2025, o número de ofertas de emprego caiu para cerca de 6,54 milhões, o valor mais baixo desde setembro de 2020, segundo o relatório JOLTS divulgado pelo Departamento do Trabalho. Embora as contratações tenham aumentado ligeiramente, os despedimentos também subiram. Já na semana terminada a 31 de janeiro de 2026, os novos pedidos de subsídio de desemprego ascenderam a 231 mil, acima das expectativas do mercado e dos 209 mil registados na semana anterior. Em paralelo, a consultora Challenger, Gray & Christmas revelou que as empresas norte-americanas anunciaram mais de 108 mil despedimentos em janeiro, um aumento homólogo de 118% e o valor mais elevado para este mês desde 2009.
No setor industrial, a atividade manufatureira registou em janeiro de 2026 o nível de expansão mais elevado desde 2022, de acordo com o índice PMI do Institute for Supply Management (ISM). Já o PMI dos serviços manteve-se inalterado face a dezembro, indicando alguma estabilidade na atividade do setor terciário no início do ano.
Europa e Rússia
Europa
Os principais índices europeus registaram ganhos moderados no final de janeiro de 2025, beneficiando de um sentimento mais otimista em relação à economia da zona euro, apesar da volatilidade observada nos mercados globais nas semanas anteriores.
O Banco Central Europeu manteve a taxa de depósito em 2,0% pela quinta reunião consecutiva, numa decisão amplamente antecipada pelo mercado. No comunicado divulgado após a reunião de final de janeiro, o BCE referiu que a economia continua resiliente num contexto internacional exigente e que a inflação deverá estabilizar em torno do objetivo de 2% no médio prazo. A presidente Christine Lagarde sublinhou que a política monetária se encontra “num ponto equilibrado”. Dados publicados antes da reunião mostraram que a inflação anual desacelerou para 1,7% em janeiro, face a 1,9% em dezembro, enquanto a inflação subjacente recuou para 2,2%, o nível mais baixo desde outubro de 2021. A inflação dos serviços também diminuiu, passando de 3,4% para 3,2%.
Reino Unido
No Reino Unido, o Banco de Inglaterra decidiu, no início de fevereiro de 2026, manter a taxa diretora em 3,75%, após a redução efetuada em dezembro. A decisão foi particularmente dividida, com quatro dos nove membros do comité de política monetária a votarem inesperadamente a favor de uma nova descida das taxas. Esta divisão reforçou as expectativas dos mercados de um possível corte já em março. O governador Andrew Bailey afirmou que poderá haver margem para algum alívio adicional, uma vez que o banco central passou a antecipar que a inflação se aproxime da meta de 2% já em abril de 2025, quase um ano antes do previsto em novembro. Bailey acrescentou ainda que duas reduções de taxas ao longo do ano parecem um cenário razoável.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Os mercados acionistas japoneses encerraram a semana em alta, num contexto de otimismo interno antes das eleições para a câmara baixa, marcadas para 8 de fevereiro de 2026. As sondagens indicavam que o Partido Liberal Democrata, liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, estaria bem posicionado para alcançar uma maioria absoluta. No plano internacional, contudo, persistiram preocupações quanto ao impacto da inteligência artificial nos modelos de negócio de empresas de software, o que limitou o apetite global pelo risco.
Em termos económicos, o consumo das famílias japonesas caiu 2,6% em dezembro de 2025 face ao mesmo mês do ano anterior, uma desaceleração significativa após o crescimento de 2,9% registado em novembro. A queda foi mais acentuada do que o esperado e reflete a pressão contínua da inflação sobre o poder de compra. O custo de vida é um dos temas centrais da campanha eleitoral, tendo a primeira-ministra prometido recentemente reduzir a taxa de imposto sobre o consumo de alimentos para 0% durante dois anos.
China
Os mercados acionistas da China continental terminaram a semana em baixa, penalizados pela volatilidade nos mercados de matérias-primas e pela fraqueza do setor tecnológico. No plano macroeconómico, dados de inquéritos privados compilados pela S&P Global apontaram para uma ligeira melhoria da atividade económica em janeiro de 2026. Em contraste, os indicadores oficiais de PMI sugeriram uma desaceleração mais generalizada da economia, segundo dados citados pela Bloomberg. Esta divergência reflete o maior peso das empresas exportadoras nos inquéritos privados, num contexto em que a China continua a enfrentar dificuldades em estimular a procura interna. De acordo com expectativas recolhidas pela Bloomberg, a maioria dos economistas antecipa um afrouxamento da política monetária por parte do Banco Popular da China ao longo de 2026.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 02 a 04 de Fevereiro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 10 de Fevereiro de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)