Resumo da Semana 02 a 06 Mar – 10 Mar 26

Resumo Económico da Semana de 02 a 06 Março 2026  


Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.  


América do Norte    

Estados Unidos

Na semana marcada por forte volatilidade, encerrada em meados de março de 2026, os principais índices bolsistas dos Estados Unidos terminaram em queda. Os investidores reagiram à intensificação do conflito no Médio Oriente, após ataques militares dos EUA e de Israel ao Irão, bem como ao aumento dos riscos inflacionistas associados à subida dos preços da energia. Durante este período, o preço do petróleo registou fortes subidas, refletindo receios de interrupções no fornecimento e de efeitos geopolíticos mais amplos.

Este contexto levou também a movimentos significativos no mercado de dívida pública, com as yields das obrigações do Tesouro norte-americano a subir ao longo da semana, à medida que os investidores reavaliaram as perspetivas de inflação e a trajetória da política monetária da Federal Reserve em 2026.

Do lado macroeconómico, dados divulgados pelo Institute for Supply Management indicaram que a atividade económica continuou a expandir-se em fevereiro de 2026. O índice PMI da indústria transformadora fixou-se em 52,4 pontos, o segundo mês consecutivo em território expansionista e apenas o terceiro em mais de três anos. O PMI dos serviços surpreendeu pela positiva, subindo para 56,1 pontos, o valor mais elevado desde julho de 2022. Já os indicadores do mercado de trabalho divulgados ao longo da semana apresentaram sinais mistos, reforçando a incerteza quanto ao ritmo de crescimento nos próximos meses.

Europa e Rússia  

Europa

Após várias semanas de ganhos consecutivos, os principais mercados acionistas europeus recuaram de forma acentuada na semana em análise, em março de 2026. A deterioração do apetite pelo risco ocorreu na sequência do agravamento do conflito no Médio Oriente, que provocou fortes subidas nos preços do petróleo e do gás natural. Este cenário reacendeu preocupações sobre o impacto de custos energéticos elevados no crescimento económico e na inflação.

Dados publicados pela Eurostat revelaram que a inflação anual na área do euro já tinha subido para 1,9% em fevereiro de 2026, acima dos 1,7% registados em janeiro e das expectativas do mercado, mesmo antes do agravamento do conflito. Em resposta, as expectativas dos investidores mudaram rapidamente, passando a atribuir mais de 50% de probabilidade a uma subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu ainda durante o primeiro semestre de 2026.

Reino Unido

No Reino Unido, os investidores focaram-se no aumento dos riscos inflacionistas associados à guerra no Médio Oriente ao longo de março de 2026. A libra esterlina caiu para o nível mais baixo desde o início de dezembro de 2025, refletindo a crescente incerteza económica. Em paralelo, o Office for Budget Responsibility alertou que o conflito poderá ter impactos “muito significativos” na economia britânica, sobretudo através dos preços da energia e da pressão sobre as contas públicas.

Ásia e Médio Oriente   

Japão

Os mercados acionistas do Japão registaram quedas acentuadas durante a semana, num contexto de elevada volatilidade global em março de 2026. Os investidores procuraram avaliar o impacto potencial da subida dos preços do petróleo na inflação doméstica, tendo em conta a forte dependência japonesa das importações energéticas provenientes do Golfo.

O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que, dependendo da evolução do conflito, os efeitos sobre a economia global e japonesa poderão ser relevantes, sobretudo através dos preços da energia e dos mercados financeiros internacionais. Apesar do aumento da incerteza, Ueda reiterou que o banco central continuará a normalizar a política monetária se a economia e a inflação evoluírem de acordo com as projeções trimestrais.

China

Na China, os mercados acionistas recuaram à medida que os investidores ponderaram os riscos associados ao conflito no Médio Oriente, ao impacto nos preços do petróleo e às perspetivas de crescimento global. Este movimento coincidiu com a divulgação das prioridades económicas do país para 2026, apresentadas durante o Congresso Nacional do Povo, realizado no início de março.

As autoridades chinesas definiram uma meta de crescimento do PIB entre 4,5% e 5% para 2026, o intervalo mais baixo desde, pelo menos, a década de 1990 e a primeira redução desde 2023. O défice orçamental deverá situar-se em torno de 4% do PIB, em linha com o ano anterior, enquanto a meta de inflação ao consumidor foi mantida nos 2%. Estas orientações reforçam a intenção de Pequim em equilibrar o estímulo económico com a estabilidade financeira num contexto global mais desafiante.


Visite o Disclaimer para mais informações.

Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.

(Artigo sobre a Resumo da Semana de 03 a 06 de Março de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 10 de Março de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)

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