Resumo Economico da Semana de 12 a 16 Janeiro 26
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
Estados Unidos
Na semana passada, os principais índices bolsistas norte-americanos apresentaram um comportamento misto. As ações de empresas de menor capitalização e os títulos de valor continuaram a superar, em termos acumulados desde o início do ano, as grandes empresas e os títulos orientados para o crescimento. Ao mesmo tempo, a época de resultados do quarto trimestre de 2025 arrancou, com vários grandes bancos a divulgarem contas, gerando reações diferentes por parte dos investidores.
O contexto político também influenciou os mercados ao longo da mesma semana. Em declarações públicas feitas em janeiro de 2026, o Presidente Donald Trump apresentou a intenção de impor um limite máximo de 10% às taxas de juro dos cartões de crédito e de aplicar uma tarifa de 25% sobre importações provenientes de países que mantenham relações comerciais com o Irão. Em paralelo, surgiram notícias de que o Departamento de Justiça estaria a investigar o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, relativamente ao seu testemunho no Congresso sobre obras de renovação da sede do banco central, reacendendo receios sobre a independência da política monetária.
No plano económico, os dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics relativos a dezembro de 2025 mostraram que a inflação subjacente atingiu o ritmo anual mais baixo desde março de 2021. O índice de preços no consumidor sem alimentos e energia aumentou 0,2% em termos mensais e 2,6% em termos homólogos, abaixo das previsões de mercado. A inflação global situou-se em 2,7% em termos anuais, reforçando a perceção de um abrandamento gradual das pressões inflacionistas.
Europa e Rússia
Na semana encerrada em meados de janeiro de 2026, os principais índices europeus registaram ganhos moderados. A Alemanha apresentou um sinal positivo após vários anos difíceis: em 2025, o produto interno bruto cresceu 0,2%, marcando a primeira expansão anual em cerca de três anos. O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo aumento do consumo das famílias e da despesa pública. Em contrapartida, o comércio externo perdeu dinamismo, com as exportações a recuarem 0,3% ao longo de 2025, penalizadas por tarifas mais elevadas nos Estados Unidos, pela valorização do euro e pela concorrência chinesa. As importações, por outro lado, aumentaram 3,6% em termos reais, após dois anos de quedas.
Também em 2025, após mais de duas décadas de negociações, a União Europeia aprovou provisoriamente um acordo de comércio livre com o bloco sul-americano Mercosul, que inclui países como o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Este acordo prevê a eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% das trocas comerciais bilaterais. Em 2024, o volume de comércio entre a UE e o Mercosul já ultrapassava os 111 mil milhões de euros, o que dá uma dimensão clara da relevância económica deste entendimento.
Reino Unido
No Reino Unido, os dados de novembro de 2025 mostraram que o PIB cresceu 0,3% face ao mês anterior, após dois meses consecutivos de contração. O resultado superou as expectativas do mercado e foi impulsionado pela recuperação dos serviços e da produção industrial, incluindo a indústria automóvel, beneficiada pela reabertura das fábricas da Jaguar Land Rover depois de um ataque informático ocorrido no outono.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Durante a segunda quinzena de janeiro de 2026, os mercados acionistas japoneses registaram uma forte valorização, aproximando-se de máximos históricos. O movimento foi impulsionado por notícias de que a primeira-ministra Sanae Takaichi estaria a preparar a convocação de eleições antecipadas para o início de fevereiro de 2026, com o objetivo de reforçar a maioria do Partido Liberal Democrata. Os investidores interpretaram este cenário como um fator de maior estabilidade política e de possível reforço do estímulo fiscal, reativando o chamado “efeito Takaichi”, que tem favorecido setores como inteligência artificial, energia nuclear e defesa.
Em matéria de política monetária, embora muitos analistas apontassem anteriormente para uma possível subida das taxas de juro pelo Banco do Japão em julho de 2026, a persistente fraqueza do iene ao longo do final de 2025 levou alguns investidores a antecipar essa decisão para abril. Na última subida de taxas, realizada em dezembro de 2025, o governador Kazuo Ueda reforçou que novas alterações dependerão da consolidação do crescimento económico, da inflação e, sobretudo, da evolução sustentada dos salários.
China
Na China, os mercados bolsistas recuaram em janeiro de 2026 após as autoridades apertarem as regras de financiamento em margem para investidores domésticos. As novas normas exigem que os investidores apresentem garantias equivalentes a 100% do valor das ações adquiridas a crédito, face aos 80% anteriormente exigidos, abrangendo as bolsas de Xangai, Shenzhen e Pequim. A medida reflete a preocupação dos reguladores com o ritmo acelerado de valorização recente do mercado.
Do ponto de vista macroeconómico, os dados de dezembro de 2025 indicaram que as exportações chinesas cresceram 6,6%, o ritmo mais forte dos últimos três meses. Em termos anuais, o excedente comercial da China atingiu um recorde de cerca de 1,2 biliões de dólares em 2025. O aumento das exportações para o Sudeste Asiático e para a Europa compensou a quebra nas vendas para os Estados Unidos, afetadas por tarifas. Embora estes números confirmem a robustez do setor industrial chinês, também levantam preocupações quanto a possíveis tensões comerciais com outras regiões ao longo de 2026.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 12 a 16 de Janeiro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 20 de Janeiro de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)