Resumo Económico da Semana de 13 a 17 abril 26
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
América do Norte
Estados Unidos
Na terceira semana consecutiva de ganhos, até meados de abril de 2026, os mercados acionistas norte-americanos registaram subidas expressivas, com vários índices a atingirem novos máximos históricos. Este desempenho foi sustentado por sinais de abrandamento das tensões no Médio Oriente, resultados empresariais acima do esperado e uma série de indicadores económicos globalmente positivos. Em particular, os primeiros resultados do primeiro trimestre de 2026 divulgados pelos grandes bancos dos EUA foram bem recebidos, com destaque para comentários encorajadores sobre a resiliência do consumo das famílias.
Em março de 2026, os preços no produtor cresceram menos do que o antecipado. De acordo com dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, o índice de preços no produtor (PPI) aumentou 0,5% em termos mensais, abaixo das previsões de cerca de 1% e em linha com o valor revisto de fevereiro. Esta moderação resultou sobretudo da estagnação dos preços dos serviços, apesar de uma subida acentuada dos preços da energia. O PPI subjacente, que exclui alimentos e energia, avançou apenas 0,1%, abaixo dos 0,3% registados em fevereiro.
Por outro lado, os dados do mercado imobiliário continuaram a revelar fragilidades. As vendas de casas usadas caíram 3,6% em março, para um ritmo anualizado de 3,98 milhões de unidades, refletindo uma menor confiança dos consumidores e um crescimento do emprego ainda contido no início da primavera de 2026.
Europa e Rússia
Europa
Durante a semana encerrada em abril de 2026, quase todos os principais índices bolsistas europeus terminaram em terreno positivo, à medida que os investidores analisavam resultados empresariais e reagiam a desenvolvimentos geopolíticos no Médio Oriente, incluindo sinais de desanuviamento nas rotas energéticas estratégicas.
Os responsáveis do Banco Central Europeu reiteraram que não existe urgência em subir as taxas de juro nesta fase do ciclo económico, mantendo uma abordagem prudente, já comunicada desde o primeiro trimestre de 2026.
Os dados da atividade industrial trouxeram uma surpresa positiva: a produção industrial da zona euro cresceu 0,4% em fevereiro, após uma queda de 0,8% em janeiro. Países como Irlanda, Finlândia e Suécia lideraram as subidas, enquanto Malta, Luxemburgo e Grécia registaram recuos na produção.
Reino Unido
A economia britânica mostrou sinais de recuperação no início de 2026. Em fevereiro, o produto interno bruto cresceu 0,5% em termos mensais, superando claramente as expectativas de 0,1% e acelerando face ao crescimento registado em janeiro. As atividades administrativas e de serviços de apoio deram um contributo relevante, embora setores como o alojamento, restauração e construção tenham continuado sob pressão no final do inverno.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Os mercados acionistas japoneses fecharam a semana em alta em abril de 2026, beneficiando de um otimismo cauteloso relacionado com avanços diplomáticos internacionais. Em paralelo, as expectativas de uma subida iminente das taxas de juro pelo Bank of Japan perderam força.
O governador Kazuo Ueda evitou, no início de abril, dar indicações claras sobre um possível aumento das taxas na reunião desse mês, ao contrário do que aconteceu antes das decisões tomadas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O responsável sublinhou que o forte choque provocado pela subida dos preços da energia torna mais complexa a definição da política monetária, existindo simultaneamente riscos de inflação mais elevada e de desaceleração económica. Neste contexto de elevada incerteza, o banco central comprometeu-se a agir de forma adequada conforme a evolução dos dados.
Durante a semana, a taxa de rendibilidade da obrigação do governo japonês a 10 anos manteve-se estável em torno de 2,41%, enquanto o iene oscilou maioritariamente na zona dos 159 ienes por dólar norte-americano.
China
Os mercados chineses registaram uma recuperação moderada em abril de 2026, apoiada por dados económicos mais fortes do que o previsto, embora os ganhos tenham sido limitados pela volatilidade dos preços do petróleo e pelas persistentes tensões geopolíticas.
A economia chinesa iniciou 2026 de forma robusta, com o PIB a crescer 5,0% no primeiro trimestre em termos homólogos, acelerando face aos 4,5% do trimestre anterior. Este desempenho foi impulsionado sobretudo pela força das exportações e pela produção industrial. Ainda assim, os dados de março revelaram um quadro misto: a produção industrial aumentou 5,7% face ao ano anterior, abaixo dos níveis de janeiro e fevereiro, mas acima das previsões.
Em contraste, o crescimento das vendas a retalho abrandou para 1,7% em março, enquanto o investimento em ativos fixos cresceu 1,7% no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo do ritmo observado no início do ano. O setor imobiliário continuou a ser um fator de fragilidade estrutural, com o investimento em propriedades a cair 11,2% em termos homólogos nos primeiros três meses de 2026.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 13 a 17 de Abril de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 17 de Abril de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)