Resumo Economico da Semana de 13 julho a 17 julho 2026
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
Estados Unidos
Os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram a semana de 17 de julho de 2026 em baixa, interrompendo o forte desempenho registado na semana anterior pelas grandes empresas tecnológicas. A correção refletiu uma maior prudência dos investidores em relação às elevadas valorizações do setor tecnológico, numa altura em que a época de apresentação de resultados empresariais entrou na sua fase mais intensa.
Entre os primeiros balanços divulgados destacaram-se os dos grandes bancos norte-americanos, como o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs, cujos resultados do segundo trimestre de 2026 superaram, na maioria dos casos, as expectativas dos analistas, reforçando a perceção de que o setor financeiro continua a apresentar níveis sólidos de rentabilidade.
No plano macroeconómico, a inflação voltou a dar sinais claros de desaceleração. Os dados publicados pelo Bureau of Labor Statistics, referentes a junho de 2026, mostraram que o Índice de Preços no Consumidor (CPI) recuou 0,4% em termos mensais, contrariando as previsões do mercado, que apontavam para uma descida muito mais moderada.
A principal razão para este abrandamento foi a forte redução dos preços da energia, que caíram 5,7% durante o mês. Excluindo os preços da alimentação e da energia, a inflação subjacente permaneceu inalterada, revelando igualmente uma evolução mais favorável do que o esperado.
Em termos homólogos, a inflação global desacelerou para 3,5%, face aos 4,2% registados em maio, enquanto a inflação subjacente recuou de 2,9% para 2,6%, reforçando a expectativa de que as pressões inflacionistas continuam a perder intensidade.
Também os preços no produtor surpreenderam pela positiva. O Índice de Preços no Produtor (PPI) diminuiu 0,3% em junho, impulsionado sobretudo pela queda dos custos energéticos. A componente subjacente registou um crescimento moderado de 0,2%, inferior ao antecipado pelos analistas.
Após a divulgação destes indicadores, os mercados reduziram significativamente as expectativas de uma subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal na reunião prevista para final de julho de 2026.
Os restantes indicadores económicos continuaram, contudo, a apontar para uma economia resiliente. As vendas a retalho cresceram 0,2% em junho, em linha com as previsões, embora abaixo do forte crescimento observado em maio, sugerindo uma moderação do consumo sem sinais evidentes de quebra da procura.
Europa e Rússia
Europa
Os principais mercados acionistas europeus terminaram a semana praticamente inalterados, depois de várias sessões marcadas por elevada volatilidade. A fraqueza registada nas ações tecnológicas dos Estados Unidos e da Ásia acabou por contagiar os mercados europeus, sobretudo na reta final da semana.
Ao mesmo tempo, os investidores continuaram atentos à evolução da inflação na Zona Euro. Em junho de 2026, a taxa anual de inflação desacelerou para 2,8%, abaixo dos 3,2% observados em maio, representando o valor mais baixo desde o início do conflito entre o Irão e os Estados Unidos.
Apesar desta melhoria, a inflação permanece acima da meta de 2% definida pelo Banco Central Europeu (BCE), o que mantém em aberto a possibilidade de uma política monetária cautelosa nos próximos meses.
Reino Unido
No Reino Unido, 17 de julho de 2026 ficou marcado pela confirmação oficial de Andy Burnham como líder do Partido Trabalhista, preparando a sua entrada em funções como Primeiro-Ministro a partir de 20 de julho.
No plano económico, a atividade voltou a crescer durante maio de 2026. O Produto Interno Bruto aumentou 0,1% face ao mês anterior, revertendo a contração registada em abril e confirmando uma recuperação modesta da economia britânica.
Em contrapartida, a produção industrial apresentou um desempenho menos favorável. O setor registou uma contração de 0,5% em maio, uma queda superior às previsões dos analistas, devido sobretudo à diminuição da atividade nas indústrias extrativas, incluindo a mineração e exploração de pedreiras.
Ásia e Médio Oriente
Japão
O mercado acionista japonês registou perdas expressivas durante a semana, refletindo a deterioração do sentimento dos investidores em relação ao setor tecnológico.
As empresas ligadas à inteligência artificial voltaram a estar sob pressão, à medida que aumentam as dúvidas sobre a capacidade de algumas empresas justificarem as elevadas valorizações alcançadas nos últimos meses.
Ao mesmo tempo, a escalada das tensões geopolíticas no Médio Oriente e a consequente subida dos preços do petróleo contribuíram para reduzir a procura por ativos de maior risco.
Os indicadores económicos publicados durante a semana também revelaram sinais de abrandamento da atividade empresarial. As encomendas de maquinaria industrial recuaram 12,4% em maio de 2026 face ao mês anterior, um resultado significativamente pior do que o esperado e que contrasta com o forte crescimento registado em abril.
Este indicador é acompanhado de perto pelos investidores por constituir uma referência importante para o investimento empresarial e para a evolução futura da economia japonesa.
China
Os mercados acionistas chineses apresentaram comportamentos distintos ao longo da semana. Enquanto os principais índices da China continental registaram perdas acentuadas, pressionados pela venda de ações dos setores da inteligência artificial, semicondutores e memória eletrónica, a bolsa de Hong Kong conseguiu manter um desempenho positivo, apesar da forte volatilidade observada nas empresas tecnológicas.
Os dados económicos divulgados em julho de 2026 revelaram uma desaceleração do crescimento da economia chinesa.
O Produto Interno Bruto aumentou 4,3% no segundo trimestre de 2026, abaixo das expectativas do mercado e do crescimento de 5,0% registado no primeiro trimestre.
Apesar deste abrandamento, o crescimento acumulado durante o primeiro semestre situou-se em 4,7%, permanecendo dentro do intervalo definido pelo Governo chinês para o conjunto do ano.
Os restantes indicadores apresentaram sinais mistos. A produção industrial cresceu 5,3% em junho, superando as previsões dos analistas, enquanto as vendas a retalho recuperaram 1,0%, após a contração observada no mês anterior.
Por outro lado, o investimento em ativos fixos caiu 5,7% durante o primeiro semestre de 2026, refletindo uma desaceleração generalizada em vários setores da economia. Destacou-se, em particular, a continuação da crise no setor imobiliário, onde o investimento diminuiu 18,0% em termos homólogos, mantendo-se como um dos principais fatores de fragilidade da economia chinesa.
Embora alguns indicadores apontem para uma estabilização da atividade, o ritmo de crescimento continua abaixo do observado nos últimos anos, levando os investidores a acompanhar de perto as próximas medidas de estímulo que poderão ser anunciadas pelas autoridades chinesas ao longo da segunda metade de 2026.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 13 de Julho a 17 de Julho de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 17 de Julho de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)