Resumo Economico da Semana de 15 a 19 dezembro 25
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
América do Norte
Estados Unidos
Na última semana os principais índices de Wall Street terminaram de forma mista. O Bureau of Labor Statistics divulgou o relatório de emprego referente a novembro, revelando a criação de 64.000 postos de trabalho, acima das previsões de cerca de 45.000 e recuperando das perdas registadas em outubro, quando se verificou uma redução de 105.000 empregos, queda esta influenciada essencialmente pela eliminação de 162.000 empregos no setor público federal devido aos efeitos do encerramento parcial do governo dos EUA. Os setores da saúde e da construção lideraram as contratações, com 46.000 e 28.000 novos empregos, respetivamente. Ainda assim, a taxa de desemprego subiu para 4,6%, o valor mais elevado em mais de quatro anos.
Mais tarde foi divulgado que a inflação nos EUA abrandou de forma inesperada em novembro. O índice de preços no consumidor apontou para uma subida anual de 2,7%, abaixo das estimativas de 3,1% e inferior aos 3% registados em setembro (os dados de outubro não foram publicados devido a problemas de recolha relacionados com a paralisação governamental). A inflação subjacente aumentou 2,6% em termos anuais, atingindo o nível mais baixo desde março de 2021.
Entretanto, o indicador PMI composto da S&P Global mostrou que a atividade empresarial desacelerou em dezembro de 2024, descendo para 53,0 face aos 54,2 de novembro. Embora se mantenha acima dos 50 pontos, sinalizando expansão, foi o valor mais fraco dos últimos seis meses, refletindo uma menor confiança empresarial e maior pressão sobre os preços.
Europa e Rússia
Europa
Os principais mercados europeus terminaram a semana ligeiramente em alta no final de dezembro de 2024, apoiados por sinais de crescimento estável e políticas monetárias mais flexíveis. O Banco Central Europeu manteve a taxa de depósito em 2,0% pela quarta reunião consecutiva. Christine Lagarde afirmou que a política monetária “continua bem posicionada”, mas reforçou que qualquer decisão futura dependerá da evolução dos dados económicos. As projeções do BCE apontam agora para um crescimento do PIB de 1,4% em 2025, 1,2% em 2026 e 1,4% em 2027 e 2028. A inflação deverá cair ligeiramente abaixo dos 2% em 2026 e 2027, regressando ao objetivo de 2% em 2028.
Reino Unido
No Reino Unido, o Banco de Inglaterra reduziu a taxa diretora em 0,25 pontos percentuais, para 3,75%, numa decisão muito dividida durante dezembro de 2024. Esta medida seguiu-se a uma descida expressiva da inflação para 3,2% em novembro, face aos 3,6% de outubro. O mercado de trabalho também mostrou sinais de abrandamento, com a taxa de desemprego a atingir 5,1% no trimestre terminado em outubro, o nível mais alto desde o início de 2021. O crescimento salarial anual desacelerou para 4,6% no mesmo período.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Os mercados acionistas japoneses registaram perdas ao longo da semana que antecedeu 19 de dezembro de 2024, acompanhando a correção observada nas tecnológicas norte-americanas, devido a receios sobre avaliações excessivas e elevados investimentos em inteligência artificial.
Como amplamente esperado, o Banco do Japão decidiu aumentar a taxa de juro de referência em 0,25 pontos percentuais, passando de 0,50% para 0,75%, o nível mais alto desde 1995. Os mercados já antecipavam esta decisão, refletida também na subida do rendimento da obrigação japonesa a 10 anos para 2,01%. O governador Kazuo Ueda reforçou que futuras decisões dependerão da evolução da economia, dos preços e, sobretudo, do crescimento salarial.
Os dados de inflação deram suporte a esta posição: a inflação subjacente aumentou 3,0% em novembro em termos anuais, mantendo-se em linha com as previsões. As exportações também surpreenderam positivamente, subindo 6,1% em novembro, beneficiando de uma moeda mais fraca e de maior procura dos EUA.
China
Os mercados chineses terminaram a semana de forma mista, refletindo indicadores que evidenciaram um crescimento económico mais fraco em. As vendas a retalho aumentaram apenas 1,3% em termos anuais, o ritmo mais lento desde o período pandémico. O investimento em ativos fixos caiu 2,6% entre janeiro e novembro, caminhando para a primeira contração anual desde 1998. A produção industrial cresceu 4,8% no mesmo mês, abaixo das expectativas, destacando a dependência contínua do setor exportador numa altura em que a procura interna permanece frágil.
Durante a Conferência Central de Trabalho Económico, Pequim indicou que pretende evitar estímulos excessivos, ainda que mantenha medidas para apoiar a atividade económica. O governo sinalizou que continuará a usar cortes seletivos nas taxas e nos requisitos de reservas bancárias para garantir liquidez suficiente, mantendo simultaneamente uma política orçamental “necessária” ao longo de 2026, reforçando a aposta num modelo de crescimento ainda muito sustentado pela indústria.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre o Resumo da semana de 15 a 19 de Dezembro, formato “Geral”, atualizado com informações até 22 de Dezembro de 2025. Categorias: Global. Tags: Global, Resumo da Semana)