Resumo Economico da Semana de 16 a 20 fevereiro 26
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
América do Norte
Estados Unidos
Na semana encurtada pelo feriado do Presidents’ Day, que decorreu até 21 de fevereiro de 2025, os principais índices bolsistas dos EUA encerraram em alta. Após ganhos moderados até quinta-feira, os mercados aceleraram na sexta-feira, reagindo positivamente à decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de revogar as tarifas globais generalizadas impostas durante a administração Trump. Ao longo da semana, os investidores também acompanharam de perto o agravamento das tensões entre os EUA e o Irão, um fator que contribuiu para a subida dos preços do petróleo.
No plano macroeconómico, o Bureau of Economic Analysis divulgou que o índice de preços das despesas de consumo pessoal subjacente (PCE core), a métrica de inflação preferida da Federal Reserve, aumentou 0,4% em cadeia e 3,0% em termos homólogos em dezembro de 2024, acelerando face aos 0,2% e 2,8% registados em novembro. Já o índice PCE total subiu para 2,9% em termos anuais, o valor mais elevado desde março de 2024.
Outros dados oficiais mostraram um abrandamento acentuado da economia norte-americana no quarto trimestre de 2024. O PIB cresceu a um ritmo anualizado de apenas 1,4%, comparando com 4,4% no trimestre anterior, refletindo sobretudo uma redução da despesa pública, das exportações e um menor dinamismo do consumo privado.
As atas da reunião de janeiro da Reserva Federal, publicadas a meio de fevereiro, revelaram divisões internas quanto ao rumo da política monetária. Alguns responsáveis defendem cortes de taxas caso a inflação abrande nos próximos meses de 2025, enquanto outros admitem a possibilidade de novas subidas se as pressões inflacionistas persistirem. A maioria dos participantes considera, contudo, que os riscos negativos para o emprego diminuíram, ao passo que o risco de inflação mais persistente continua presente.
Europa e Rússia
Europa
Os principais índices europeus voltaram a subir na semana de fevereiro, atingindo novos máximos históricos. Este desempenho foi sustentado por expectativas mais otimistas em relação aos resultados empresariais, indicadores macroeconómicos globalmente favoráveis e pelo interesse dos investidores em diversificar fora do mercado norte-americano, mais exposto ao setor tecnológico.
No plano institucional, surgiram especulações sobre a liderança do Banco Central Europeu, após notícias de que Christine Lagarde poderá abandonar o cargo antes do fim do seu mandato, previsto para outubro de 2027. Embora tenha afirmado que o seu cenário base é concluir o mandato, Lagarde não negou explicitamente a informação. Pouco depois, Espanha tornou-se o primeiro país a manifestar publicamente a intenção de disputar a presidência do BCE, sublinhando, em fevereiro de 2025, a ambição de assumir um papel influente na instituição.
Reino Unido
No Reino Unido, a inflação medida pelo índice de preços no consumidor desceu para 3,0% em janeiro de 2025, o nível mais baixo em cerca de um ano, ajudada pela queda dos preços dos combustíveis. Em paralelo, o mercado de trabalho mostrou sinais de enfraquecimento: a taxa de desemprego subiu para 5,2% no trimestre terminado em dezembro de 2024, o valor mais elevado em quase cinco anos, enquanto o crescimento salarial abrandou. Este conjunto de dados reforçou as expectativas de que o Banco de Inglaterra possa reduzir as taxas de juro na reunião de março, apesar de a inflação permanecer acima da meta de 2%.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Os mercados acionistas japoneses registaram ligeiras quedas durante a semana de fevereiro de 2025, num contexto de menor apetite global pelo risco devido a tensões geopolíticas. A nível interno, os dados económicos foram mistos. O PIB do quarto trimestre de 2024 cresceu apenas 0,2% em termos anualizados, ficando aquém das expectativas de mercado e representando uma recuperação modesta após a contração do trimestre anterior.
No que respeita aos preços, a inflação subjacente a nível nacional desacelerou para 2,0% em janeiro de 2025, face aos 2,4% de dezembro, marcando o ritmo mais lento de crescimento dos preços no consumidor em dois anos. Esta moderação foi impulsionada por uma subida mais contida dos preços alimentares e pela descida dos custos energéticos.
China
Na China continental, os mercados financeiros permaneceram encerrados durante os feriados do Ano Novo Lunar, em fevereiro de 2025. Ainda assim, o país anunciou novas disposições relativas à lei do imposto sobre o valor acrescentado (IVA), incluindo o aumento da taxa aplicada aos serviços de telecomunicações de 6% para 9%. Esta alteração surge num contexto de crescimento económico mais fraco e de persistentes pressões deflacionistas. As principais operadoras do setor alertaram que a nova taxa poderá afetar negativamente as receitas e a rentabilidade ao longo de 2025.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 16 a 20 de Fevereiro de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 24 de Fevereiro de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)