Resumo Economico da Semana de 15 a 19 setembro 25
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
América do Norte
Estados Unidos
Na semana terminada em finais de maio de 2026, os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram em alta, depois de um início marcado por forte volatilidade. O sentimento dos investidores melhorou gradualmente, impulsionado pelo entusiasmo em torno das ações ligadas à inteligência artificial, apoiado pelos resultados trimestrais acima do esperado da NVIDIA. Este otimismo ajudou a compensar a incerteza associada à situação geopolítica no Médio Oriente, que continuou a dominar os mercados ao longo do período.
Em paralelo, as notícias sobre possíveis negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão, ainda que inconsistentes ao longo da semana, foram interpretadas pelos investidores como um sinal de maior probabilidade de diálogo do que de escalada militar, contribuindo para um ambiente de menor aversão ao risco.
As atas da reunião anterior da Federal Reserve revelaram, entretanto, uma preocupação acrescida dos decisores políticos com a inflação. A maioria dos participantes indicou que poderá ser necessário um novo aperto da política monetária caso a inflação se mantenha persistentemente acima da meta de 2% nos próximos meses.
Do lado macroeconómico, os dados preliminares dos índices PMI de maio, divulgados pela S&P Global, apontaram para um crescimento moderado, mas desigual. O índice compósito manteve-se em 51,7, sinalizando expansão económica, enquanto a atividade industrial acelerou e o setor dos serviços perdeu algum dinamismo. O PMI da indústria transformadora subiu para 55,3, o valor mais elevado dos últimos quatro anos, enquanto o indicador dos serviços recuou para 50,9, o nível mais baixo desde março.
Os componentes ligados à inflação suscitaram maior cautela, com os custos dos fatores de produção a aumentarem ao ritmo mais rápido desde o final de 2022 e os preços de venda a atingirem o valor mais elevado desde agosto do mesmo ano. O relatório destacou ainda uma diminuição do emprego, atribuída sobretudo ao aumento dos custos e ao enfraquecimento da procura.
Europa e Rússia
Europa
Os principais índices acionistas europeus registaram ganhos expressivos, encerrando a semana com subidas próximas de 3% em termos de moeda local, em meados de maio de 2026. A melhoria do sentimento foi sustentada pelas expectativas de um eventual abrandamento das tensões no Médio Oriente, fator que aliviou as preocupações em torno dos preços da energia e da estabilidade económica.
A Comissão Europeia reviu em baixa as suas previsões de crescimento económico para a área do euro, citando um “choque energético significativo” e um contexto geopolítico e comercial particularmente instável. A instituição passou a estimar um crescimento do PIB de 0,9% em 2026, abaixo dos 1,4% registados em 2025 e inferior à previsão anterior de 1,2%. Em simultâneo, a projeção para a inflação em 2026 foi revista em alta para 3%, face aos 1,9% anteriormente antecipados.
Reino Unido
No Reino Unido, os dados divulgados na primavera de 2026 revelaram um abrandamento do mercado de trabalho, contrastando com uma evolução mais favorável da inflação. A taxa de desemprego subiu inesperadamente para 5% no trimestre terminado em março, face aos 4,9% registados no período anterior. O número de vagas disponíveis caiu para 705 mil, o valor mais baixo dos últimos cinco anos, segundo dados oficiais.
Por outro lado, a inflação anual desacelerou para 2,8% em abril, uma descida significativa face aos 3,3% observados em março e abaixo das expectativas do mercado. Este alívio inflacionista foi parcialmente explicado pelo limite imposto aos preços da energia pelo regulador britânico, medida que entrou em vigor no início do segundo trimestre de 2026.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Os mercados acionistas japoneses recuperaram de forma acentuada durante a semana, beneficiando de um ambiente externo mais favorável e do renovado otimismo em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irão, apesar de persistirem divergências em temas sensíveis como o enriquecimento de urânio e o controlo do Estreito de Ormuz.
A divulgação do índice nacional de preços no consumidor mostrou que a inflação subjacente abrandou para 1,4% em termos homólogos, o valor mais baixo dos últimos quatro anos e abaixo da meta de 2% do Bank of Japan pelo terceiro mês consecutivo. Estes dados reduziram a pressão imediata para um aperto da política monetária, contribuindo para uma depreciação adicional do iene num contexto de maior apetite pelo risco.
Em termos de crescimento económico, o PIB do primeiro trimestre de 2026 cresceu a um ritmo anualizado de 2,1%, superando as previsões e acelerando face ao trimestre anterior. O desempenho foi sustentado pelo consumo privado e pelas exportações líquidas, embora os analistas alertem que os efeitos dos preços elevados da energia ainda não estão totalmente refletidos nos resultados das empresas nem no rendimento das famílias.
China
Na China, os mercados acionistas recuaram ao longo da semana, pressionados por dados económicos de abril que ficaram aquém das expectativas e reforçaram a perceção de perda de dinamismo após um início de ano mais forte. A produção industrial cresceu 4,1% em termos homólogos, abaixo dos 5,7% registados em março, enquanto as vendas a retalho aumentaram apenas 0,2%, o valor mais fraco desde o final de 2022.
O investimento em ativos fixos contraiu-se 1,6% no período entre janeiro e abril de 2026, refletindo a persistente fragilidade do setor imobiliário e aumentando as expectativas de novas medidas de apoio direcionadas à economia.
No plano monetário, o People’s Bank of China manteve inalteradas as taxas de referência em maio, pelo 12.º mês consecutivo. A taxa prime de empréstimos a um ano permaneceu em 3,00% e a de cinco anos em 3,50%, em linha com o esperado. Esta decisão reforçou a ideia de que Pequim continuará a privilegiar estímulos fiscais e apoios setoriais específicos, em detrimento de uma flexibilização monetária generalizada ao longo de 2026.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 18 a 22 de Maio de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 25 de Maio de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)