Resumo Economico da Semana de 22 a 26 junho 26
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
Estados Unidos
Na passada semana, os principais índices bolsistas norte-americanos apresentaram um desempenho misto, penalizados por uma nova fase de fraqueza nas grandes tecnológicas e nas empresas ligadas à inteligência artificial. Este movimento foi particularmente visível nos últimos dias da semana, quando aumentaram as preocupações com avaliações elevadas no setor.
De acordo com dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis relativos a maio de 2026, o índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE) subiu 0,3% em termos mensais, mantendo o mesmo ritmo do mês anterior. Em termos homólogos, a inflação global medida pelo PCE acelerou para 4,1%, o valor mais elevado desde abril de 2023, enquanto a inflação subjacente atingiu 3,4%, o nível mais alto desde outubro de 2023.
O mesmo organismo reviu em alta o crescimento do PIB real do primeiro trimestre de 2026, de 1,6% para 2,1% em termos anualizados, refletindo sobretudo uma revisão em baixa das importações. Este efeito foi parcialmente compensado por uma correção negativa no consumo privado.
Os indicadores de atividade também mostraram alguma melhoria. Os dados preliminares do índice PMI da S&P Global revelaram que, em junho de 2026, a atividade empresarial cresceu pelo terceiro mês consecutivo. O PMI dos serviços subiu para 51,3 pontos, face a 50,7 em maio, enquanto o PMI industrial avançou para 55,7 pontos, o valor mais elevado desde maio de 2022, embora o ritmo de expansão tenha sido mais moderado do que no início do ano.
Europa e Rússia
Europa
As bolsas europeias terminaram a semana de forma desigual. Apesar de um arranque positivo nos primeiros dias, a sessão de sexta-feira ficou marcada por vendas acentuadas no setor tecnológico, em linha com o movimento global, num contexto de maior cautela em torno das ações ligadas à inteligência artificial.
Segundo o inquérito mais recente do Banco Central Europeu, divulgado em maio de 2026, as expectativas de inflação dos consumidores da zona euro para os 12 meses seguintes recuaram para 3,5%, o nível mais baixo dos últimos três meses. O mesmo estudo indicou que os consumidores antecipam uma contração económica de 1,7% no ano seguinte, uma melhoria face à queda de 2,2% esperada em abril, sugerindo um ligeiro alívio no pessimismo económico.
Reino Unido
No início da semana, mais precisamente na segunda-feira, Keir Starmer anunciou a sua demissão do cargo de primeiro-ministro, após vários meses de pressão política acumulada ao longo da primavera de 2026. O Partido Trabalhista iniciou de imediato o processo de escolha de um novo líder, sendo Andy Burnham apontado como o principal favorito nessa fase.
No plano económico, dados divulgados pela Confederação da Indústria Britânica mostraram que as vendas a retalho registaram uma queda acentuada em junho de 2026. Este recuo foi atribuído à combinação de confiança fraca dos consumidores e ao impacto persistente dos preços elevados, que continuam a condicionar o consumo no curto prazo.
Ásia e Médio Oriente
Japão
Os mercados acionistas japoneses fecharam a semana em queda. No início, as ações tecnológicas ligadas à inteligência artificial beneficiaram de previsões otimistas divulgadas por grandes fabricantes norte-americanos de semicondutores. No entanto, um movimento global de vendas no setor tecnológico, já perto do final da semana, levou muitos investidores a realizarem mais-valias, pressionando o mercado japonês.
Em termos macroeconómicos, o índice de preços no consumidor subjacente da área de Tóquio, considerado um indicador avançado da inflação nacional, subiu 1,6% em junho de 2026, acelerando face aos 1,3% registados em maio. Este aumento ficou sobretudo associado à subida das tarifas de água, após o fim de subsídios governamentais. Foi a primeira aceleração da inflação em oito meses, reforçando a expectativa de que o Banco do Japão continue a subir as taxas de juro ao longo do ano.
Declarações do governador Kazuo Ueda, transmitidas pelo vice-governador Ryozo Himino, sublinharam que o banco central identifica riscos de inflação acima da meta de 2% e continuará a ajustar a política monetária em função da evolução da economia, dos preços e das condições financeiras, tendo também em conta riscos geopolíticos, como o conflito no Irão.
China
As bolsas chinesas terminaram a semana em terreno negativo. Um rally inicial em ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores perdeu força nos últimos dias, acompanhando a correção mais ampla do setor tecnológico a nível regional.
No final de junho de 2026, o Banco Popular da China anunciou a introdução de operações de recompra inversa overnight através de um novo instrumento de gestão de liquidez. Esta medida visa melhorar o controlo da liquidez de curto prazo e reforçar a transmissão da política monetária.
Paralelamente, o banco central manteve inalteradas as taxas de referência dos empréstimos (Loan Prime Rates). A taxa a um ano permaneceu em 3,00% e a taxa a cinco anos em 3,50%, níveis que se mantêm há 13 meses consecutivos, desde maio de 2025. A LPR a um ano continua a servir de referência para empréstimos a famílias e empresas, enquanto a LPR a cinco anos é usada sobretudo no mercado de crédito à habitação.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 22 a 26 de Junho de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 27 de Junho de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)