Resumo Economico da Semana de 23 a 27 março 26
Aqui pode acompanhar o resumo da semana, que destaca os eventos mais relevantes nos mercados, na economia e na geopolítica. Este resumo oferece uma visão consolidada dos principais acontecimentos, ajudando a contextualizar tendências e a identificar os fatores que marcaram a agenda global nos últimos dias.
América do Norte
Estados Unidos
Na semana marcada pela volatilidade, os principais índices acionistas norte-americanos terminaram sem uma direção clara. Com poucos dados macroeconómicos relevantes no calendário, os investidores concentraram-se sobretudo na evolução do conflito no Médio Oriente, nas fortes oscilações do preço do petróleo e na pressão contínua sobre as grandes tecnológicas.
O mercado começou a semana em alta, impulsionado pela esperança de uma possível desescalada geopolítica. No entanto, à medida que surgiram notícias contraditórias ao longo dos dias seguintes, o sentimento deteriorou-se, reduzindo a confiança numa resolução rápida do conflito.
Dados preliminares divulgados pela S&P Global indicaram que o crescimento da atividade empresarial nos EUA abrandou em março. O mesmo relatório mostrou um aumento significativo das pressões inflacionistas, com os custos de produção a crescerem ao ritmo mais rápido dos últimos dez meses e as empresas a repercutirem preços ao nível mais elevado desde 2022. Este cenário foi amplamente atribuído ao aumento dos custos energéticos e a perturbações nas cadeias de abastecimento associadas ao conflito no Médio Oriente. O emprego registou uma ligeira queda em março, a primeira em mais de um ano, refletindo esforços das empresas para reduzir custos num contexto económico incerto.
Já o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de subsídio de desemprego totalizaram 210 mil, ligeiramente acima dos 205 mil da semana anterior. Em contraste, os pedidos contínuos, desceram para 1,819 milhões, o nível mais baixo desde maio de 2024.
Europa e Rússia
Europa
Os principais índices bolsistas europeus fecharam a semana em queda, o sentimento dos investidores foi condicionado sobretudo pela incerteza em torno da duração do conflito no Médio Oriente e pelo seu impacto potencial no crescimento económico, num contexto de preços energéticos mais elevados.
Neste enquadramento, o Banco Central Europeu sinalizou que está preparado para ajustar a política monetária “em qualquer reunião”, se necessário. Ainda assim, a presidente Christine Lagarde sublinhou que é prematuro tomar decisões e que será essencial avaliar a “natureza, dimensão e persistência” das pressões inflacionistas associadas ao conflito. Alertou também que os mercados poderão estar excessivamente otimistas quanto ao impacto económico da situação.
A atividade empresarial na zona euro perdeu dinamismo em março, com o índice PMI composto a recuar para 50,5, face aos 51,9 registados em fevereiro. As novas encomendas entraram em contração pela primeira vez desde o verão passado, enquanto as cadeias de abastecimento mostraram sinais claros de perturbações significativas.
Reino Unido
No Reino Unido, a taxa de inflação anual manteve-se nos 3% em fevereiro, de acordo com dados do Office for National Statistics. No entanto, analistas salientaram que estes números ainda não refletem os efeitos do conflito iniciado a 28 de fevereiro, que provocou um aumento acentuado dos preços do petróleo e do gás, com impacto potencial nos dados dos meses seguintes.
Ásia e Médio Oriente
Japão
O mercado acionista japonês apresentou um desempenho misto. O aumento dos preços do petróleo e a instabilidade no Médio Oriente penalizaram o sentimento dos investidores, num país fortemente dependente de importações energéticas. Este contexto levantou preocupações quanto ao aumento dos custos para as empresas, ao abrandamento do crescimento económico e à pressão sobre o consumo das famílias.
A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou medidas para reforçar a resposta do Japão ao impacto do conflito, incluindo uma revisão abrangente do abastecimento de petróleo e produtos associados. Durante a semana, o governo iniciou a libertação de reservas estratégicas de petróleo para mitigar riscos de escassez.
Em termos de política monetária, o Banco do Japão manteve as taxas de juro inalteradas na reunião de março, mas deixou em aberto a possibilidade de uma subida em abril. As autoridades continuam a privilegiar uma abordagem cautelosa, focada na inflação sustentada pelos salários, em vez de reagirem a pressões temporárias ligadas às matérias-primas.
China
Os mercados acionistas chineses registaram quedas ao longo da semana, refletindo sobretudo preocupações com o impacto dos elevados preços do petróleo nas empresas de setores sensíveis à energia, como transportes, indústria e consumo.
O governo chinês interveio para limitar o aumento dos preços internos dos combustíveis refinados, procurando atenuar os efeitos do encarecimento da energia associado ao conflito no Médio Oriente. Paralelamente, o Ministério do Comércio da China anunciou a abertura de investigações às práticas norte-americanas em cadeias de abastecimento e energias renováveis. Esta decisão, inspirada em instrumentos semelhantes aos da Secção 301 dos EUA, representa um novo agravamento das tensões comerciais bilaterais e surge antes da cimeira prevista entre Xi Jinping e Donald Trump em meados de maio de 2026.
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Os valores encontram-se em sistema métrico europeu.
(Artigo sobre a Resumo da Semana de 23 a 27 de Março de 2026, formato “Geral”, atualizado com informações até 31 de Março de 2026. Categoria: Global. Classe de Ativos: N/A. Tags: Global, Resumo da Semana)